Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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A delegação iraniana apresentou termos para negociar a paz na guerra travada pelos Estados Unidos contra o Irã. Dentre eles, solicitaram ao primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, uma indenização pelos ataques conjuntos de Washington e Israel em fevereiro e o descongelamento dos ativos iranianos no exterior. As informações foram confirmadas pela televisão estatal iraniana.

Acompanhado do emissário especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e do genro de Donald Trump, Jared Kushner, o vice-presidente norte-americano foi recebido ao desembarcar nesta manhã (11/04) em Islamabad, no Paquistão, pelo chefe das Forças Armadas paquistanesas, Asim Munir.

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Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, chegaram na noite de sexta-feira (10/04) a Islamabad, à frente de uma delegação de mais de 70 pessoas.

Segundo a agência iraniana de notícias Mehrs, o ministro do Irã afirmou que estava em “completa desconfiança” sobre um acordo. “Lutaremos com todas as nossas forças para garantir os interesses e direitos do povo iraniano”, disse Araghchi.

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JD Vance, por sua vez, alertou que o Irã “não deveria brincar” quando embarcou ao Paquistão. “Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva”, afirmou.

Sharif, que atua como mediador nas negociações de paz, conversou primeiramente com os representantes do Irã e depois com a delegação estadunidense. A conversa foi confirmada pela Casa Branca, que não deu detalhes sobre o que foi tratado.

As negociações entre delegações de alto nível do Irã e dos EUA começaram oficialmente na capital paquistanesa na tarde deste sábado, após os EUA concordarem parcialmente com as pré-condições do Irã para as conversas, afirma a IRNA.

Negociações pela paz no Líbano

Enquanto as negociações entre Irã e EUA avançam em Islamabad, desde o anúncio da trégua entre os dois países na última semana, Israel se recusou a pausar sua expansão genocida contra o território libanês. Na quarta-feira (08/04), as forças israelenses mataram cerca de 357 pessoas e feriram mais de 1.200 em ataques no território libanês.

A presidência libanesa anunciou na noite de sexta-feira (10/04) um encontro com autoridades israelenses na próxima terça-feira (14/04) em Washington para negociar um cessar-fogo, embora Israel se recuse a dialogar com membros do grupo Hezbollah.

Por sua vez, o Irã está pressionando os EUA a cumprirem suas obrigações no âmbito do acordo de cessar-fogo. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, revelou quais medidas da trégua acordada com os EUA ainda não foram implementadas.

“Duas das medidas mutuamente acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a liberação de ativos iranianos congelados antes do início das negociações”, escreveu o alto funcionário iraniano em sua conta no Twitter, indicando que essas duas questões devem ser resolvidas antes do início das negociações.

Teerã insiste que a cessação dos ataques em todas as frentes, inclusive no Líbano, faz parte do cessar-fogo entre o Irã e os EUA. O Paquistão também confirmou isso, mas Washington e o regime israelense afirmam que a frente libanesa não está incluída no acordo.

Antes das negociações, o Irã apresentou suas exigências e condições aos mediadores paquistaneses com base em sua proposta de 10 pontos, que havia sido enviada a Washington por meio de intermediários antes do cessar-fogo.