Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O Irã afirmou nesta sexta-feira (28/08) que está preparando uma lista de condições para a reabertura do Estreito de Ormuz, mas alertou que os Estados Unidos devem cumprir as exigências primeiro, para que Teerã libere a passagem marítima.

Segundo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, a elaboração das exigências atende a um pedido dos países que atuam como mediadores nas negociações e que pediram a formalização das condições iranianas para a abertura da hidrovia.

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Entre elas, está o fim das guerras na região. “Os EUA devem primeiro tomar medidas práticas para cumprir as condições do Irã, e então o Irã procederá à abertura do Estreito de Ormuz”, disse Rezaei à agência iraniana IRNA.

As declarações ocorrem em meio à intensificação dos esforços diplomáticos de Catar, Omã e Paquistão para abrir caminho para a retomada das negociações entre Teerã e Washington. Sobre a questão, Rezaei afirmou, mais cedo, que um eventual entendimento dependerá do fim das guerras em diferentes frentes da Ásia Ocidental, particularmente no Líbano, da retirada de Israel dos territórios libaneses ocupados e do fim da guerra na Faixa de Gaza.

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Ele também reiterou o entendimento negociado com Omã para estabelecer um corredor de navegação que passaria parcialmente por águas omanitas e iranianas. As embarcações utilizariam um canal central designado caso Washington atendesse às condições impostas por Teerã.

Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, diz que lista de condições atende a pedido dos mediadores do conflito
Agência Tasnim

‘Ou todo mundo vende ou ninguém vende petróleo’

As declarações de Rezaei foram reforçadas, também nesta sexta-feira (28/08), pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. Ele respostou uma mensagem de julho nas redes sociais que diz: “a equação desta guerra é clara: ou todo mundo vende petróleo ou ninguém vende. Se nossa segurança não for garantida, nenhuma infraestrutura estará segura”.

“O estreito só estará seguro sem a presença das forças dos EUA, e reiteramos que ele não retornará ao estado pré-guerra”, acrescenta o texto. A declaração do parlamentar iraniano foi uma resposta ao chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Brad Cooper, que afirmou que as forças norte-americanas estavam no controle total do Estreito de Ormuz e haviam suspendido as exportações de petróleo do Irã.

Ela também responde às declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou em entrevista à Axios, que o estreito está aberto, exaltando a pressão militar norte-americana sobre o Irã. “Aquela maldita coisa está aberta. A resposta iraniana é muito fraca. Eles não querem que os ataquemos novamente. Esse é o objetivo. Nada mais importa”, declarou. Trump também voltou ao tema em suas redes sociais, postando um mapa do Estreito de Ormuz descrito como “novo território dos EUA”.

Apesar da declaração, a reportagem da Axios afirma que tanto o número de embarcações que atravessam Ormuz quanto o volume de petróleo transportado pela passagem continuam bem abaixo dos patamares registrados antes da guerra. O veículo aponta, no entanto, que houve uma melhora recente nas condições de navegação.

Nesta sexta-feira (28/08), com base nos dados preliminares de navegação da hidrovia, a Al Jazeera informou que apenas sete embarcações de mercadorias transitaram pelo Estreito de Ormuz na quinta-feira (28/07). Uma queda em relação às 17 no dia anterior e abaixo da média de 15 embarcações nos últimos dez dias.