Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou nesta segunda-feira (24/08) que o país está preparado para reagir contra os países que atuarem para tentar desestabilizar sua economia.

A declaração faz referência ao pacote de sanções anunciado na última quarta-feira (19/08) pelo governo dos Estados Unidos, e que foi descrito naquela ocasião, pelo presidente norte-americano Donald Trump, como “a operação econômica mais devastadora já realizada contra qualquer país”.

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No entanto, segundo Rezaei, a nação persa efetuará uma retaliação “semelhante a um terremoto” contra Washington caso o país prossiga com suas medidas, e também contra aliados que decidam adotar as mesmas sanções.

A nova ameaça do secretário iraniano faz alusão ao fato de que a Casa Branca tem pedido a países aliados que apoiem e se somem às sanções aplicadas contra Teerã.

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Além de Rezaei, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, fez comentários irônicos a respeito do último pacote de sanções econômicas dos Estados Unidos contra o país.

“Não conseguiriam nos derrotar militarmente, então deixaram as operações desse tipo para voltar aos mesmos planos de sempre”, frisou o diplomata.

Sobre a questão do poderio militar, Araghchi desmentiu declarações recentes, também feitas por Trump, sobre um suposto esvaziamento das reservas de mísseis iranianas.

“Ao contrário da percepção do inimigo, de que estaríamos com nossas reservas limitadas, nossa produção de mísseis inteligentes e guiados continua”, concluiu.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei
Tasnim

‘Pontos de estrangulamento’

Outro que se pronunciou nesta segunda foi o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Hossein Mohebbi, que alertou para “ataques pesados ​​a pontos de estrangulamento energético e interesses vitais” dos Estados Unidos e de seus aliados no Oriente Médio.

“Qualquer ataque à infraestrutura do Irã resultará em ataques pesados ​​a pontos de interesses vitais dos Estados Unidos”, afirmou Mohebbi, de acordo com a emissora estatal IRIB.