Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, anunciou a reabertura completa do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (17/04). “Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todas as embarcações comerciais está declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo”, disse em comunicado oficial.

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Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter agradecido a Teerã pela reabertura da passagem estratégica, o republicano acrescentou que o bloqueio naval norte-americano ao Irã permanecerá em vigor até que um acordo com o Irã seja alcançado.

“O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã — e somente ao Irã — até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída”, disse Trump, acrescentando que esse processo “deve ser muito rápido”, já que a maioria dos pontos já foi negociada.

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Por sua vez, o presidente Recep Tayyip Erdogan destacou a importância de manter o fluxo comercial na região. Durante discurso em um fórum diplomático em Antália, o líder afirmou que “a prioridade é garantir a liberdade de navegação” e preservar o Estreito de Ormuz aberto ao tráfego internacional.

Em paralelo, França e Reino Unido lideram, nesta sexta-feira (17/04), em Paris, uma ampla reunião internacional com cerca de 40 países para discutir a criação de uma coalizão voltada à segurança da navegação no Estreito de Ormuz, que se encontra fechado pelo Irã aos países aliados dos Estados Unidos e Israel, por conta da guerra. A iniciativa não inclui, por ora, Washington ou Teerã.

Após o início da agressão conjunta entre os EUA e Israel em 28 de fevereiro, a República Islâmica do Irã bloqueou quase completamente a rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo.

Entretanto, na segunda-feira (13/04), as forças estadunidenses começaram a bloquear todo o tráfego marítimo que entrava ou saía dos portos iranianos. Nesse contexto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, condenou a ação na quarta-feira (15/04) e alertou que ela viola o cessar-fogo.