Irã reafirma controle sobre o Estreito de Ormuz e provoca os EUA: ‘fizemos o inimigo retroceder’
Segundo presidente do Parlamento iraniano, ‘unidade e resistência’ do país na guerra é ‘segredo do sucesso que deve ser preservado’
O governo do Irã emitiu um comunicado neste domingo (31/05) afirmando que o Estreito de Ormuz permanece sob o controle das forças militares do país.
O anúncio se baseia em um informe do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que detalha registros sobre o tráfego marítimo na zona, e mostra como a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, por sua sigla em inglês) tem controlado as embarcações que tentam atravessá-la.
Um dos dados apresentados pelo informe mostra que as forças do Irã autorizaram a passagem de 28 embarcações pelo estreito entre sexta-feira e sábado (29 e 30/05).
Sobre a postura dos Estados Unidos diante desse cenário, o comunicado iraniano enfatizou que “qualquer tentativa de interferir no tráfego marítimo será respondida com medidas imediatas”.
Vale recordar que o Estreito de Ormuz é considerado um ponto crítico para o comércio global de petróleo e gás, permanece no centro das disputas geopolíticas entre Teerã e Washington.
‘Fizemos o inimigo retroceder’
O informe trouxe comentários sobre as recentes propostas apresentadas pelos Estados Unidos para uma trégua de 60 dias na região, com o argumento de que tal postura reforça um cenário supostamente favorável para Teerã.
Essa leitura do cenário também foi expressada pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, para quem “a unidade e resistência popular do nosso povo tem sido tão fundamental (na guerra) quanto o nosso poderio militar, e são o segredo deste sucesso, que deve ser preservador”.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf
Hamed Malekpour / Tasnim
“Estamos fazendo o inimigo retroceder, em uma guerra enorme, que entrará para a história”, enfatizou o líder do Palrmaento, em entrevista à agência Tasnim.
Ghalibaf disse que a guerra “entrou em uma nova fase”, na qual acredita que Washington e Tel Aviv “aumentarão a pressão econômica e a manipulação da mídia para semear a divisão, quebrar a coesão do país e compensar sua derrota militar”.
“Eles (Estados Unidos e Israel) tentam forçar nossa submissão, mas não vão conseguir. É um sonho vão”, completou o parlamentar.























