Domingo, 6 de setembro de 2026
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Atualizada às 21h42

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã declarou na noite de domingo (30/08) ter atacado duas bases militares dos Estados Unidos na Jordânia em retaliação à ofensiva iniciada por Washington que alvejou a ilha de Larak, localizada no Estreito de Ormuz. Em comunicado, o organismo iraniano informou que dirigiu uma operação combinada de mísseis e drones, na chamada “Punição do Agressor”, atingindo bases King Hussein e Al Azraq.

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O comunicado emitido pelo IRGC destacou que as forças iranianas “destruíram a infraestrutura técnica e de reparos, bem como os locais de implantação de caças inimigos”. “Agressão e crimes não resolverão o desespero do inimigo em tentar enfraquecer o controle da República Islâmica sobre o Estreito de Ormuz, e cada ataque será recebido com respostas ainda mais devastadoras”, acrescentou.

Por sua vez, o Exército da Jordânia disse que “sistemas de defesa aérea interceptaram oito mísseis que romperam o espaço aéreo do reino ao amanhecer de hoje, segunda-feira”.

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A agressão norte-americana ocorre poucos dias depois que o governo de Donald Trump anunciou que aumentaria a pressão econômica, em da ação militar, contra o país persa, em meio ao impasse nas negociações com Teerã.

Inicialmente as forças militares dos Estados Unidos atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, em uma ofensiva depois confirmada pelo porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom), Tim Hawkins. “Forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica foram observadas preparando o lançamento de foguetes com minas marinhas no Estreito de Ormuz”, explicou a autoridade em nota, acrescentando que as forças armadas norte-americanas estavam “monitorando a área de perto e permanecem preparadas para proteger o livre fluxo de comércio” na via navegável estratégica.

A última vez que o Exército dos Estados Unidos reivindicou uma agressão contra o Irã foi em 29 de julho, quando anunciou uma “forte onda de ataques” contra dezenas de alvos da Guarda Revolucionária, incluindo locais de vigilância costeira e defesa.

Ataque contra ilha de Larak

No domingo, a agência iraniana Fars informou que moradores da ilha de Larak haviam relatado uma explosão, mas que a causa ainda era desconhecida. Posteriormente, a Guarda Revolucionária confirmou que se tratou de um ataque norte-americano que resultou em mortos e feridos entre seus combatentes e civis iranianos. Não foi divulgado de imediato o número exato de vítimas.

Em comunicado divulgado pela agência Tasnim, o IRGC afirmou que “o inimigo americano-sionista, buscando mais uma vez reviver seu papel sinistro e justificar a opinião pública, baseado em seu desespero para resolver problemas internos e em sua credibilidade diminuída entre os países da região, realizou um ato agressivo ao atacar a Ilha Lark”.

Irã promete resposta após EUA bombardearem ilha de Larak
Jacques Descloitres / NASA/GSFC

O Comando Central dos Estados Unidos não havia divulgado em um primeiro momento um comunicado oficial sobre a operação, mas autoridades norte-americanas confirmavam o ataque a veículos como Associated Press, Axios e Al Jazeera.

“Hoje cedo, forças americanas atacaram dois lançadores iranianos na Ilha de Larak. Forças da Guarda Revolucionária Islâmica foram observadas se preparando para lançar foguetes com minas marítimas no Estreito de Ormuz”, disse um oficial norte-americano ao portal Axios.

Estreito de Ormuz

A ilha de Larak situa-se em uma região estratégica próxima ao Estreito de Ormuz, passagem fundamental para o comércio internacional de petróleo e gás e um dos principais pontos de disputa entre Teerã e Washington desde o início da guerra, há seis meses.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos ampliaram suas operações para retirar minas e tentar restabelecer o tráfego pelo estreito. O Irã, por sua vez, reitera que mantém controle sobre a passagem. Teerã condiciona a reabertura integral da hidrovia ao atendimento de suas exigências por parte de Washington.

Nesta semana, os países mediadores intensificaram suas ações para tentar chegar a um entendimento sobre o estreito. Irã e Omã, inclusive, firmaram um acordo que inclui a criação de um corredor temporário, mecanismos para retirar as minas da região e mecanismos para permitir a retomada gradual e segura da circulação das embarcações.

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