Segunda-feira, 30 de março de 2026
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Ao longo desta segunda-feira (23/03), o Irã teria recebido ao menos sete propostas de países que se oferecem como possíveis mediadores de uma mesa de diálogo com o governo dos Estados Unidos visando um acordo que resulte no fim da guerra que envolve os dois países e Israel, e também no desbloqueio do Estreito de Ormuz.

A informação é do canal de notícias catari Al Jazeera, que listou os países que teriam mantido conversas com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi: Azerbaijão, Coreia do Sul, Egito, Omã, Paquistão, Turcomenistão e Turquia.

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No caso de Azerbaijão e Turcomenistão, as conversas entre os chanceleres também envolveram os ataques lançados por Israel a províncias próximas ao Mar Cáspio. Araghchi teria afirmado, segundo a Al Jazeera, que os possíveis transtornos causados a esses países são responsabilidade apenas de Tel Aviv.

Vale lembrar, ademais, que Omã já foi mediador de um diálogo entre Estados Unidos e Irã, na semana anterior ao início do ataque de 28 de fevereiro contra Teerã – razão pela qual a nação persa passou a considerar Mascate como um interlocutor pouco confiável.

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Os demais países que se ofereceram como possíveis mediadores teriam enfocado sua proposta na necessidade de desbloqueio do Estreito de Ormuz.

Curiosamente, o chanceler Araghchi, em comunicado difundido no dia anterior, neste domingo (22/03) e direcionado aos governos dos países do Ocidente, disse que “o Estreito de Ormuz não está fechado, os navios hesitam porque as seguradoras temem a guerra que vocês (Estados Unidos e Israel) iniciaram, não o Irã”.

“Nenhuma seguradora – e nenhum iraniano – se deixará influenciar por mais ameaças. Tentem respeitar. A liberdade de navegação não pode existir sem a liberdade de comércio. Respeitem ambas – ou não esperem nenhuma”, acrescentou o ministro.

Segundo a Al Jazeera, Araghchi também teria dito a parte dos interlocutores desta segunda que uma das exigências do Irã para que seja iniciado um diálogo seria a implementação de um sistema que possa trazer “segurança duradoura” para o país persa, mas que o atual governo, por enquanto, considera que “não há garantias” de que tal proposta seria confiável.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi
IRNA

Netanyahu e morte de Khamenei

De acordo com a agência Reuters, o premiê israelense Benjamin Netanyahu teria ligado ao presidente norte-americano Donald Trump menos de 48 horas antes do início do ataque conjunto contra Teerã.

A informação teria sido confirmada por três fontes diferentes não identificadas, que teriam relatado como Netanyahu convenceu Trump de que aquele seria o melhor momento para um “ataque de decapitação”, com o aiatolá Ali Khamenei como alvo principal – o então líder supremo do Irã efetivamente foi morto durante a ofensiva.

Com informações de Al Jazeera e Reuters.