Sexta-feira, 10 de abril de 2026
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, lembrou aos EUA e a Israel que “negociações são incompatíveis com ultimatos, crimes e ameaças de cometer crimes de guerra”.

“Hoje completam-se 38 dias desde a guerra imposta pelos Estados Unidos e pelo regime sionista [Israel] contra o povo iraniano, onde, nesses 38 dias, cometeram crimes que eclipsaram os maiores criminosos da história; crimes sem precedentes, mesmo em comparação aos de Hitler”, disse ele .

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“Nos crimes das últimas 12 horas, seis crianças […] foram martirizadas durante os ataques à província de Qom. Eles atacaram a Universidade Sharif com uma bomba antibunker; esta é a quinta universidade atacada neste mês“, acrescentou o porta-voz.

Baghaei salientou que os ataques contra centros científicos e de pesquisa, escolas, etc., não têm outra razão senão o ódio dos Estados Unidos e de Israel “a tudo o que foi e é a base do progresso e desenvolvimento do Irã”.

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O Irã tem alertado repetidamente que os Estados Unidos e Israel devem esperar “novas surpresas” no Oriente Médio e que responderá com ataques “mais intensos e de maior alcance” caso continuem a visar infraestruturas civis em seu território.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um novo ultimato ao Irã, dando a Teerã uma data para chegar a um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. “Terça-feira, 20h00, (horário de Brasília!)”, escreveu ele. Esta não é a primeira vez que o ocupante da Casa Branca adia seus ultimatos desde o início do conflito.

O Irã, por sua vez, promete que o Estreito de Ormuz nunca mais será o mesmo, especialmente para Washington e Tel Aviv. As autoridades do país também afirmaram que estão preparando uma “nova ordem” no Golfo Pérsico.

O site Axios, citando fontes familiarizadas com o assunto, informou que os EUA, o Irã e um grupo de mediadores regionais estavam discutindo os termos de um cessar-fogo. No entanto, as fontes do site afirmaram que a reabertura completa do Estreito de Ormuz e uma solução para o problema do urânio altamente enriquecido do Irã só seriam possíveis com um acordo final.

(*) com RT em Espanhol