Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) anunciou neste sábado (28/02) a primeira onda de ataques em grande escala com mísseis e drones contra Israel em resposta à agressão iniciada pelos Estados Unidos e Israel à capital Teerã e a várias cidades iranianas.

“A primeira onda de ataques com mísseis e drones contra Israel começou em resposta à agressão pérfida do inimigo contra a República Islâmica do Irã”, diz um comunicado do IRGC. O grupo acrescentou que alvos militares israelenses e norte-americanos no Oriente Médio foram atingidos “pelos poderosos golpes dos mísseis iranianos”, garantindo que a operação continuaria “implacavelmente”.

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Por sua vez, o Ministério do Interior iraniano também condenou a agressão perpetrada por Washington e Tel Aviv, e voltou a denunciar as nações inimigas de violarem todas as leis internacionais. Apontou também para o fato de que a ofensiva ocorreu em meio às negociações nucleares, sendo a mais recente rodada feita nesta quinta-feira (26/02), em Genebra. A próxima conversa estava marcada para a semana seguinte, em Viena.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmaram terem verificado o lançamento de “uma barragem adicional de mísseis” vindo do Irã.

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Ataque contra o Irã

Mais cedo, como parte de sua contínua campanha militar e ameaças contra o Irã, o Ministério da Defesa de Israel confirmou uma série de ataques aéreos contra a capital iraniana. Não durou muito para a imprensa do país persa relatar que explosões foram ouvidas no centro e em outras áreas de Teerã. O ministro da Defesa do regime sionista, Israel Katz, confirmou o início de novas operações militares.

“As Forças de Defesa de Israel (IDF) e as Forças Armadas dos EUA lançaram uma ampla operação conjunta para enfraquecer completamente o regime terrorista iraniano e eliminar, ao longo do tempo, as ameaças existenciais a Israel”, disse em comunicado a pasta de Defesa israelense, alegando, sem provas, que Irã “não abandonou seu plano de destruir Israel”.

“O regime continuou financiando, treinando e armando seus aliados posicionados nas fronteiras de Israel. Essas ações constituem uma ameaça existencial a Israel e representam um perigo para o Oriente Médio e para o mundo como um todo”, acrescentou. No entanto, o Irã reiterou repetidas vezes que seu programa nuclear se trata de uma medida de proteção e tem fins pacíficos.

Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que as forças norte-americanas participaram com Israel no recente ataque ao Irã. Ou seja, este seria o segundo ataque israelense ao Irã em menos de um ano, depois da Guerra dos 12 Dias, em que os dois aliados também se uniram para agredir o país persa. 

Por vídeo publicado em redes sociais, o republicano indicou que o Exército norte-americano iniciou “grandes operações de combate” na nação persa. Ele também ameaçou matar o IRGC caso não se renda.

“Nosso objetivo é defender o povo norte-americano eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”, declarou Trump. “Vou repetir. Eles nunca poderão ter uma arma nuclear”.

O presidente dos Estados Unidos voltou a culpar o Irã por supostamente lançar ataques contra bases norte-americanas no Oriente Médio. Além disso, novamente acusou o país de ser um patrocinador do “terrorismo”. Contudo, os argumentos contrastam com o histórico de ataques e ações intervencionistas por parte de Washington contra países árabes como parte de seus planos para manter sua presença na região e apropriar recursos naturais e minerais.

(*) Com Telesur