Terça-feira, 23 de junho de 2026
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã prometeu nesta quarta-feira (10/06) responder aos ataques dos EUA em território iraniano, afirmando que Teerã “não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa”.

“A República Islâmica do Irã não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa, o que inclui atacar os pontos de origem dos ataques, bem como as bases e instalações logísticas utilizadas para realizar e apoiar operações agressivas contra o Irã”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

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A chancelaria iraniana dirigiu-se aos países do Oriente Médio e lembrou-lhes de “sua responsabilidade legal e moral de impedir” que seus territórios sejam usados para lançar ofensivas contra a nação persa.

Ele também reiterou a responsabilidade da ONU — em particular do seu Conselho de Segurança e do seu Secretário-Geral, António Guterres — de preservar a paz e a segurança internacionais e de responsabilizar os Estados Unidos e Israel.

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Em paralelo, em resposta à mais recente agressão não provocada de Washington, o Exército e a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançaram uma série de contra-ataques contra instalações militares norte-americanas no Oriente Médio na madrugada de quarta-feira.

Segundo um comunicado do quartel-general de Khatam Al Anbiya, as operações foram uma resposta direta a várias ondas de ataques aéreos dos EUA contra áreas no sul do país. Os Estados Unidos alegaram ter lançado os ataques após a suposta derrubada de um helicóptero Apache pelas forças iranianas.

Khatam Al Anbiya alertou que os militares dos EUA “devem saber” que quaisquer ataques repetidos contra a República Islâmica provocarão ações mais enérgicas, que serão dirigidas contra alvos pré-selecionados em diferentes partes da região.

Entretanto, a Guarda Revolucionária Islâmica confirmou um ataque com drones contra instalações de radar ligadas à Quinta Frota no Bahrein, em resposta à agressão de Washington, e acrescentou que unidades de defesa aérea destruíram um drone MQ-9 durante confrontos aéreos sobre a cidade de Jam, na província de Bushehr (sudoeste).

A IRGC informou que lançou mísseis de longo alcance Khaybar Shekan, movidos a combustível sólido, contra a base aérea e o centro de comando e controle dos EUA em Al-Azraq, na Jordânia. Segundo o comunicado, quatro alvos principais foram destruídos, incluindo hangares de caças F-35, em retaliação às ações em curso dos EUA.

A base atacada está vinculada à Quinta Frota dos EUA, que é o braço naval do Comando Central dos EUA (Centcom), com sede no Bahrein. O Centcom foi responsável por diversas ondas de bombardeios contra o Irã no passado. Sua área de operações abrange o Golfo Pérsico, o Mar de Omã, o Mar Vermelho, o Mar Arábico e partes do Oceano Índico.

Os Estados Unidos utilizam a Quinta Frota para monitorar corredores marítimos estratégicos, como o Estreito de Ormuz e o Estreito de Bab El Mandeb.

(*) com teleSUR e RT em Espanhol