Irã retalia ataques e mira em fábricas de aço e alumínio dos EUA no Oriente Médio
Guarda Revolucionária afirma que foi resposta a bombardeios contra indústrias iranianas e alerta Trump: 'próxima resposta será mais dolorosa'
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) relatou nesta quinta-feira (02/04) ter atacado fábricas de aço e alumínio dos EUA localizadas no Oriente Médio.
“Havíamos alertado que, se um ataque contra as indústrias iranianas se repetisse, destruiríamos as indústrias do regime sionista e as indústrias sediadas nos EUA na região. No entanto, o inimigo, ainda se recuperando da severidade de suas derrotas, ignorou os avisos e atacou as indústrias siderúrgicas do Irã”, dizia o comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica.
A organização declarou que, “em resposta a essas atrocidades criminosas”, as Forças Aeroespaciais e Navais da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram ” uma operação conjunta com mísseis e drones” contra alvos inimigos, destruindo “suas seções principais”.
“Esses ataques foram um aviso, e se o ataque contra as indústrias iranianas se repetir, a próxima resposta será muito mais dolorosa e terá como alvo a infraestrutura chave do regime de ocupação e as indústrias econômicas dos EUA na região”, declarou a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). ” Alertamos o presidente iludido dos EUA para que se abstenha de repetir ameaças que possam estender a guerra para além da região e tornar o mundo um lugar inseguro para os Estados Unidos”, concluiu.
Principais objetivos industriais
As usinas siderúrgicas e de alumínio podem ser consideradas alvos industriais estratégicos, pois produzem matéria-prima cujo preço atingiu seu ponto mais alto nos últimos anos.
Segundo a Reuters, o alumínio atingiu na segunda-feira (30/03) seu preço mais alto em quatro anos, após uma alta de 6% na Bolsa de Metais de Londres (LME), com o contrato de referência para entrega em três meses chegando a US$ 3.492 por tonelada métrica, o maior valor desde 19 de março.
Esses resultados também fazem parte das consequências do bloqueio parcial iraniano ao Estreito de Ormuz, já que a maioria dos fabricantes de alumínio no Golfo Pérsico, responsáveis por 9% do fornecimento mundial, estão tendo dificuldades para enviar seus produtos pelas rotas habituais.
























