Irã retalia base dos EUA no Kuwait e alerta que ataques contra civis será 'muito mais forte'
Porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya afirma que bombardeio atingiu 'depósitos de equipamentos e centros de comando' na ilha de Bubiyan; Israel relata 28 locais atingidos por mísseis e 4 mortos
O quartel-general Khatam al-Anbiya do Irã alertou nesta segunda-feira (06/04) que, se os ataques dos Estados Unidos e Israel contra alvos civis no país se repetirem, a resposta retaliatória será “muito mais forte e abrangente”, informou a mídia estatal IRNA.
“Avisamos desde o início que qualquer ataque contra alvos civis provocaria uma resposta dupla contra os interesses do inimigo em qualquer lugar da região”, afirmou o porta-voz Ebrahim Zolfaghari. E acrescentou que, se essa estratégia persistir, as “perdas e os danos” se multiplicarão.
O porta-voz do Quartel-General também informou que as forças estadunidenses na ilha kuwaitiana de Bubiyan foram atacadas. Em uma declaração em vídeo, Zolfaghari disse que o bombardeio teve como alvo “depósitos de equipamentos, unidades de comunicação via satélite e centros de comando do Exército dos EUA” localizados em Bubiyan.
Segundo ele, após numerosos ataques e graves danos à base norte-americana em Arifjan, no Kuwait, Washington estabeleceu um novo acampamento na ilha de Bubiyan para o destacamento de unidades de comunicação via satélite, espionagem e um centro de controle para gerenciar o combate, a fim de continuar suas hostilidades contra a República Islâmica.
Segundo relatos, este centro abrigava sistemas de mísseis HIMARS e unidades de comunicação e vigilância por satélite.
Iran Missiles Strike Haifa
Iranian missiles were seen over Haifa and the West Bank as Tehran’s retaliatory operations against the US-Israeli brutal war continues. pic.twitter.com/M231LN9VCK
— Tasnim News Agency (@Tasnimnews_EN) April 6, 2026
As Forças Armadas de Israel afirmam que mais mísseis foram lançados do Irã em direção ao território israelense e que ao menos 28 locais foram atingidos no centro do país, como Ramat Gan, Bnei Brak e Givatayim, atribuindo a culpa a munições de fragmentação iranianas.
Nesse contexto, o serviço de ambulâncias israelense Magen David Adom informou que quatro pessoas morreram em Haifa em decorrência de um ataque de retaliação iraniano.
Ainda segundo o relatório, todas as quatro pessoas desaparecidas foram encontradas: uma mulher de 35 anos, um homem e uma mulher na faixa dos 80 anos e um homem na faixa dos 40 anos.
De acordo com relatos da mídia iraniana, Islamic Republic of Iran Broadcasting News, dois drones de última geração, um MQ-9 estadunidense e um Orbiter 4 israelense, foram abatidos no espaço aéreo iraniano por sistemas de defesa avançados.
O MQ-9 foi interceptado sobre Isfahan e o Orbiter 4 sobre Kermanshah em operações coordenadas envolvendo recursos implantados em ambas as regiões. Eles foram detectados, rastreados e destruídos por um moderno sistema de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), operando sob o controle da rede nacional integrada de defesa aérea.
A IRGC também atacou o navio de assalto anfíbio estadunidense LHA-7, forçando-o a recuar para o sul do Oceano Índico. Outro alvo foi um navio porta-contentores, que, segundo a Guarda Revolucionária, pertencia a Israel, com o identificador “SDN7”, sem divulgar sua localização.























