Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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As autoridades iranianas anunciaram neste sábado (18/04) que o Estreito de Ormuz permanecerá estritamente controlado pela nação persa e retornará ao estado operacional anterior devido ao que chamaram de “atos de pirataria e sabotagem marítima” pelos Estados Unidos.

Em comunicado, o porta-voz da sede central Khatam al-Anbiya do Irã, Ebrahim Zolfaghari, recordou que a República Islâmica, dentro do âmbito do acordo de cessar-fogo temporário alcançado em negociações, concordou em permitir a passagem gerenciada de um número limitado de navios de petróleo e comerciais pela rota. 

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No entanto, denunciou que os norte-americanos têm cometido repetidas violações e deflagrado, recentemente, “atos de pirataria e sabotagem marítima” sob o pretexto daquilo que chamam de “bloqueio”. No dia anterior, apesar de Teerã ter flexibilizado a passagem na rota, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que o “bloqueio naval” norte-americano aos iranianos permanecerá em vigor até que se chegue a um acordo com a nação persa.

“O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã — e somente ao Irã — até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída”, disse o republicano, pressionando para a consolidação de um tratado de trégua que atenda aos interesses norte-americanos.

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Por essa razão, Zolfaghari afirmou que a passagem estratégica retornou à gestão e controle “rigorosos” das Forças Armadas iranianas. Reforçou ainda que, enquanto os Estados Unidos não garantirem a total liberdade de navegação dos navios do Irã para seus destinos e vice-versa, a situação do Estreito de Ormuz permanecerá estritamente controlada e em seu estado anterior.

“Como resultado, o controle sobre o Estreito de Ormuz foi retornado ao seu estado anterior, e essa via navegável estratégica está sob rigorosa gestão e controle das Forças Armadas”, afirmou.

(*) Com Tasnim e Telesur

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