Irã revela ter suspendido ataque retaliatório à Ucrânia após receber pedido de desculpas
Comandante militar Mohsen Rezai disse que Teerã estava 'pronta' para atingir três áreas ucranianas em resposta ao navio mercante iraniano bombardeado no Mar Cáspio
O conselheiro militar da liderança iraniana e ex-comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), Mohsen Rezai, revelou nesta segunda-feira (03/08) que Teerã cancelou um ataque retaliatório à Ucrânia após um pedido de desculpas vindo de Kiev.
O país persa estava planejando atingir três regiões ucranianas após as Forças Armadas lideradas pelo presidente Volodymyr Zelensky atacarem um navio mercante iraniano no Mar Cáspio na semana passada. A ofensiva causou uma explosão e matou um marinheiro, além de ferir outro.
“Estávamos prontos para atacar três pontos na Ucrânia, mas depois que aquele país pediu desculpas, cancelamos o ataque”, disse Rezai em uma entrevista à agência Tasnim. No entanto, deixou claro que a Ucrânia deve arcar com as consequências e que a nação persa segue investigando a participação ucraniana nas mais recentes agressões promovidas pelo Ocidente contra os iranianos.
Teerã condenou veementemente os eventos ocorridos em 26 de julho, ao mesmo tempo em que enfatizou que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas e “um ato de agressão” que pode ampliar o conflito na região do Oriente Médio. Além disso, o governo iraniano disse que o ataque ucraniano manifesta a continuidade da “atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irã”, este que nunca interveio no conflito entre Moscou e Kiev.

O conselheiro militar da liderança iraniana e ex-comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohsen Rezai, disse que Teerã cancelou um ataque retaliatório à Ucrânia
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Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrei Sibiga, manteve uma conversa com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, insistindo que “eles nunca tiveram a intenção de atacar embarcações ou civis”. O chanceler do país persa contestou nesta semana a versão de Kiev de que o ataque ao navio foi “involuntário”, argumentando que o regime ucraniano deveria assumir a responsabilidade pela “ação ilegal e criminosa”.
O governo da Rússia também denunciou o que descreveu como “ações criminosas” que “mostram claramente a intenção do regime de Kiev de expandir o escopo geográfico de suas atividades terroristas”.
(*) Com RT en Español
























