Terça-feira, 9 de junho de 2026
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quarta-feira (20/05) que Teerã está analisando a contraproposta encaminhada por Washington para o cessar-fogo.

“Recebemos as opiniões do lado americano e estamos revisando-as”, declarou Baghaei, segundo informação da agência estatal Nour News. Ele relatou que “com base no texto original dos 14 pontos do Irã, a troca de mensagens foi realizada em várias ocasiões”.

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Nesta quarta-feira (20/05), o presidente norte-americano, Donald Trump, retomou as ameaças contra o país. “Acredite, se não tivermos as respostas certas, tudo acontece muito rápido. Estamos todos prontos para começar”, disse a jornalistas na Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington.

Segundo o chanceler iraniano Abbas Araghchi, o país está preparado tanto para uma solução diplomática quanto para uma eventual retomada dos confrontos. “Onde for necessário lutar, nós lutaremos, e onde for necessário negociar, nós negociaremos”, declarou.

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O ministro reforçou a posição de Teerã: “se necessário e se os interesses do sistema o exigirem, estaremos presentes no campo da diplomacia, diálogo e negociação com a mesma determinação e força que as Forças Armadas demonstram na defesa do país”, acrescentou.

Chanceler iraniano: “onde for necessário lutar, nós lutaremos; onde for necessário negociar, nós negociaremos”
IRNA

Negociações e ameaças

O chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, deve viajar a Teerã para reuniões com autoridades iranianas. O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, está no país para a mediação da proposta enviada por Washington.

Segundo a Nour News, a proposta iraniana mantém os pontos já apresentados anteriormente, como as exigências relacionadas ao controle do Estreito de Ormuz, compensações por danos de guerra, suspensão de sanções econômicas, desbloqueio de ativos iranianos e retirada das tropas norte-americanas da região.

Enquanto as negociações seguem, autoridades continuam emitindo alertas públicos. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã advertiu que novos ataques poderão ampliar o conflito regional. “Se a agressão contra o Irã se repetir, a prometida guerra regional se estenderá além da região desta vez”, afirmou em comunicado.

No mesmo dia, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, retomou o tom de ameaça. “Essa nova equipe no Irã tem uma escolha a fazer. Eles podem concordar com um papel que seja satisfatório para os Estados Unidos, ou podem enfrentar uma punição do nosso exército, como nunca se viu na história moderna. Essa é a escolha que eles enfrentam”, declarou.