Segunda-feira, 20 de abril de 2026
APOIE
Menu

O povo da República Islâmica do Irã tomou as ruas das principais cidades do país em uma demonstração sem precedentes de unidade e resiliência. Milhares de cidadãos marcharam para condenar veementemente a recente agressão militar perpetrada pelos governos dos EUA e de Israel contra a soberania nacional e para prestar homenagem ao Líder Supremo Ali Khamenei, que foi morto durante os ataques.

Da capital, Teerã, a importantes centros urbanos como Mashhad, Isfahan e Ahvaz, manifestações massivas expressaram sua rejeição veemente aos ataques contra instalações estratégicas e a liderança política do país. Na icônica Rua Komeil, em Teerã, manifestantes entoaram slogans contra a aliança “EUA-sionista”, denunciando as ações como uma violação flagrante do direito internacional.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Os protestos, que se espalharam por várias províncias desde o último sábado (28/02), assumiram um caráter de luto nacional após o martírio do Líder da Revolução Islâmica, Sayyed Ali Khamenei, vítima da ofensiva aérea que também atingiu outras figuras importantes da República.

Pelo menos 1.230 pessoas foram mortas em consequência do ataque que começou em 28 de fevereiro, incluindo 171 pessoas, a maioria meninas, em uma escola em Minab, no sul do país.

Mais lidas

Apesar dos bombardeios contínuos relatados por correspondentes na região, que atingiram não apenas alvos militares, mas também bairros residenciais e infraestrutura civil, a população decidiu permanecer nas ruas. “Os ataques aéreos visam intimidar as pessoas, mas só conseguiram fortalecer nossa determinação”, declararam participantes das marchas em Ilam, no oeste do país.

Manifestação do povo de Islamshahr
Tasnim News Agency

Na cidade de Taleqan, os cidadãos desafiaram as baixas temperaturas e foram às ruas apesar da constante queda de neve, de acordo com o canal iraniano Press TV.

Em regiões como Isfahan e Ahvaz, marchas espontâneas transformaram-se em atos de desafio. Os manifestantes denunciam a estratégia de Washington e Tel Aviv como uma tentativa de minar a dignidade do Irã; contudo, a indignação popular reforça a lealdade ao caminho da resistência e da unidade nacional diante da interferência estrangeira.

A mobilização em massa permanece ativa, enquanto o mundo observa a resposta de uma nação que se recusa a ceder à pressão militar das potências ocidentais.

A atual onda de indignação popular no Irã é uma resposta direta à “Operação Fúria Épica”, uma ofensiva militar conjunta lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro de 2016. Essa agressão, justificada pelo governo de Donald Trump sob o pretexto de interromper o programa nuclear persa, consistiu em uma onda de mais de 6.500 bombardeios que afetaram não apenas infraestruturas estratégicas, mas também bairros residenciais e escolas.

Este assassinato, juntamente com a morte de centenas de civis, foi descrito pelo governo iraniano e por vários movimentos sociais em todo o mundo como uma violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional, desencadeando uma mobilização permanente em defesa da Revolução Islâmica.

As ruas do Irã, tomadas por um fervor que mescla luto e dignidade, enviaram uma mensagem inequívoca ao mundo: a soberania de um povo não é quebrada por bombas nem intimidada por cercos.