Quarta-feira, 1 de abril de 2026
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O governo do Iraque anunciou a convocação do encarregado de negócios dos Estados Unidos em Bagdá nesta quarta-feira (25/03) após um ataque norte-americano ter atingido uma clínica médica militar, matando vários soldados. A ofensiva foi classificada pelo Ministério da Defesa do país como um “crime hediondo” e uma “flagrante e perigosa violação do direito internacional, que proíbe atacar instalações médicas e seus funcionários”.

O ataque atingiu a clínica militar de Habbaniyah, administrada pela pasta da Defesa, na manhã desta quarta-feira. O órgão confirmou que sete soldados foram mortos e outros 13 ficaram feridos enquanto exerciam suas funções humanitárias. De acordo com a AFP, entre os mortos constam um médico militar e seis pessoas que estavam internadas e pertenciam ao Hashed al-Shaabi, conhecido como Força de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês), grupo paramilitar que inclui algumas brigadas alinhadas ao Irã.

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As PMF também condenaram o ataque, classificando-o como uma “agressão flagrante [que] constitui uma grave violação da soberania nacional e uma transgressão inaceitável contra as forças de segurança iraquianas”.

“Também convocamos todos os filhos e filhas do povo iraquiano a se unirem e se unirem durante este momento crítico, e a apoiarem as instituições estatais e as forças de segurança no cumprimento de seu dever sagrado”, disse em comunicado.

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Segundo a emissora catari Al Jazeera, Bagdá entregou ao diplomata convocado uma nota formal de protesto, condenando a “afronta à relação iraquiano-americana”.

O governo iraquiano afirmou que se reserva o direito de responder “por todos os meios disponíveis” sob a Carta das Nações Unidas (ONU) e acrescentou que apresentará uma queixa documentada ao Conselho de Segurança da ONU.

Enquanto isso, a mídia iraquiana informa que equipes de busca e resgate seguem realizando seus trabalhos no local para localizar quaisquer sobreviventes ou vítimas adicionais.