Israel ameaça matar lideranças iranianas após ironizar cortejo fúnebre de Khamenei
Ministro da Defesa israelense afirmou que quem planejar destruir regime sionista acabará com mesmo destino de ex-líder supremo, alegando prontidão de Tel Aviv
O ministro da Defesa do regime sionista, Israel Katz, ameaçou assassinar todos os líderes iranianos ao comunicar que quem “tente avançar com planos de destruir Israel novamente” acabará com o mesmo destino do ex-líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei. De acordo com ele, o aiatolá “foi morto por Israel porque colocou em movimento e liderou o plano” para pôr fim a Tel Aviv.
A informação foi publicada pelo jornal The Times of Israel na segunda-feira (06/07), na esteira do cortejo fúnebre que homenageia Ali Khamenei e seus familiares, mortos na operação conjunta entre Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. As celebrações seguem em curso nesta terça-feira (07/07), reunindo milhões de iranianos nas ruas de todo o território nacional. Os caixões dos mártires são levados para a cidade santa de Qom.
De acordo com Katz, a guerra promovida pelos israelenses e os norte-americanos contra o Irã “eliminou a ameaça imediata da destruição de Israel”, mas o regime sionista ainda está preparado para se defender novamente sozinho “a qualquer momento e contra qualquer ameaça”.
Ao mesmo tempo, o ministro israelense criticou os participantes da marcha fúnebre juntamente com seus apelos de vingança pedindo a morte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo assassinato do líder mártir. “São uma vergonha”, classificou.
Milhares de civis saem às ruas em todo o território do país persa para participar das celebrações fúnebres em memória de Ali Khamenei e seus familiares. O evento marca o quarto dia das cerimônias públicas de despedida.

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ministro da Defesa, Israel Katz
X/@Israel_katz
As cerimônias a portas fechadas começaram na última sexta-feira (03/07), enquanto o luto nacional e o acesso da população começaram oficialmente no último sábado (07/07). Os eventos terminam em 9 de julho, com o sepultamento do ex-líder supremo em sua cidade natal, Mashhad.
Os Estados Unidos e o Irã assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, mas ainda não chegaram a um acordo de paz, incluindo a reabertura da navegação pelo Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. As negociações haviam chegado a um impasse devido às violações dos países agressores e, conforme a Casa Branca, devem prosseguir após as procissões na nação persa.
Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que ignora as exigências iranianas e segue conduzindo ataques no Líbano, disse que a guerra nunca terminou. Na semana passada, o premiê afirmou que, caso “necessário”, autorizaria uma nova agressão contra o país persa para impedir o desenvolvimento de armas nucleares.
(*) Com RT en Español
























