Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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O governo de Israel ameaçou nesta quinta-feira (12/03) tomar territórios no Líbano caso as autoridades do país não consigam impedir as retaliações do movimento de resistência Hezbollah, no âmbito da aliança com o Irã na guerra iniciada em 28 de fevereiro.

“Eu alertei o presidente do Líbano, Joseph Aoun, que se seu governo não souber como controlar o território e impedir o Hezbollah de abrir fogo contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos”, afirmou o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, durante uma reunião com generais das Forças Armadas do país.

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A ameaça foi feita horas após o grupo libanês lançar a Operação “Palha Podre” e ter disparado cerca de 200 mísseis e 20 drones contra a região norte do território israelense, no maior bombardeio promovido pelo movimento desde o início do conflito. Veículos de comunicação de Tel Aviv, como o Canal 12 e o Canal 13, admitiram que suas forças foram surpreendidas pelas capacidades militares do movimento.

“O Hezbollah lançou ontem pesados bombardeios contra o Estado de Israel, e o Exército respondeu com força”, acrescentou Katz. Além disso, informou que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu instruíram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) a se prepararem para ampliar suas agressões no Líbano.

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Ministro da Defesa do regime sionista, Israel Katz ameaça tomar Líbano
Wikimedia Commons/Itzhak Harari

Enquanto isso, uma fonte política de alto escalão do Hezbollah informou à agência italiana Ansa que o movimento entrou “em uma nova fase da guerra” e está preparado “para todos os cenários”, incluindo a hipótese de um conflito de longa duração. “Para nós, trata-se de uma guerra existencial contra o inimigo”, declarou.

Por outro lado, os ataques israelenses contra a resistência libanesa já mataram mais de 630 pessoas e provocaram o deslocamento forçado de mais de 800 mil.

(*) Com Ansa

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