Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, foi morto durante ataques aéreos na madrugada desta terça-feira (17/03). O governo iraniano não confirmou, nem desmentiu a informação até o momento.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam que “ontem, 17 de março de 2026, a Força Aérea Israelense, agindo com base em informações de inteligência das IDF e por meio da integração de capacidades operacionais únicas, realizou um ataque preciso que eliminou Ali Larijani, Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que atuava como líder de fato do regime terrorista iraniano. O ataque foi realizado enquanto ele estava localizado próximo a Teerã”, diz o texto.

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A Guarda Revolucionária Islâmica também não comentou nenhuma morte em comunicado divulgado nesta manhã, apenas anunciou uma nova onda de ataques “direcionados e focados” em toda a região, de “múltiplas ogivas, com combustível sólido e líquido”, além de drones.

Larijani nas redes sociais

Há duas mensagens de Larijani postadas em menos de 24 horas nas suas redes sociais. Uma delas, publicada nesta manhã (17/03), traz uma carta assinada por ele, por ocasião da cerimônia fúnebre dos guerreiros da Marinha da República Islâmica do Irã.

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“Sua memória permanecerá para sempre nos corações da nação iraniana, e esses martírios estabelecerão os alicerces do Exército da República Islâmica na estrutura das forças armadas por muitos anos. Peço a Deus Todo-Poderoso que conceda a esses queridos mártires as mais altas honras”, diz o texto.

Em outra mensagem, postada na noite de ontem, ele ironiza o presidente dos EUA, Donald Trump, por comentar que as imagens da presença de milhões de pessoas foram criadas por inteligência artificial. Larijani faz uma analogia com o primeiro-ministro da monarquia Pahlavi, derrubado em 1979, mencionando que ele acreditava que os cânticos dos manifestantes nas ruas durante os protestos da Revolução Islâmica haviam sido gravados.

“A vitória histórica do povo iraniano sobre os remanescentes da ilha de Epstein está próxima”, afirma o chefe do Conselho de Segurança do Irã.

Israel diz ter matado chefe de Segurança iraniano; Irã não confirmou
Khamenei IR / X

Marcha na sexta (13)

Larijani se tornou a maior autoridade do país, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva, em 28 de fevereiro. Ele foi visto publicamente na última na sexta-feira (13/03), durante as manifestações do Dia de Al-Quds, onde comentou os ataques contra a marcha: “motivados pelo medo, pelo desespero; quem é forte não bombardearia manifestações”.

Ele também afirmou, no mesmo dia, que Trump “não compreende que o povo iraniano é uma nação corajosa, uma nação forte, uma nação determinada” e que “quanto mais ele pressionar, mais forte se tornará a determinação da nação”.

Reconduzido em 2025 ao comando do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Larijani tem papel central na condução estratégica iraniana durante o conflito. Após a morte de Khamenei, ele declarou que o país faria seus inimigos “se arrependerem”.

Os Estados Unidos chegaram a oferecer recompensas de até US$ 10 milhões por informações sobre Larijani e outros oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica.

Após a Revolução Islâmica, de 1979, Larijani ingressou na Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) antes de se tornar ministro da Cultura e chefiar a emissora estatal IRIB, e se tornou secretário do Conselho entre 2005 e 2008, sendo um dos principais negociadores nucleares do país. Em 2008, ele ingressou no Parlamento iraniano, onde desempenhou as funções de presidente da Câmara durante três mandatos consecutivos.

Segundo Katz também foi morto o comandante da força paramilitar Basij, Gholamreza Soleimani.