Quarta-feira, 25 de março de 2026
APOIE
Menu

*Atualizada às 11h50

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o ministro dos Serviços de Informações e Segurança do Irã, Esmail Khatib, foi assassinado em um ataque israelense na noite desta terça-feira (17/03). A informação foi confirmada, horas depois, pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“O assassinato covarde dos meus queridos colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, juntamente com alguns de seus familiares e equipe, nos deixou com o coração partido”, disse o líder iraniano, em postagem nas redes sociais.

“Apresento minhas condolências ao grande povo do Irã pelo martírio de dois membros do gabinete, do Secretário da Assembleia Popular e dos comandantes militares e da Basij. Tenho certeza de que seu caminho seguirá mais forte do que nunca”, acrescentou.

Mais lidas

Nesta quarta-feira (18/03), milhões de iranianos participaram do funeral do chefe de Segurança do país, Ali Larijani, e do comandante das forças Basij, Gholam Reza Soleimani, assassinados também nesta terça-feira (17/03).

Esmail Khatib

Israel diz ter matado ministro da Inteligência iraniano; Teerã não se pronunciou
Khamenei.ir

Ministro dos Serviços de Informações e Segurança desde 2021, Esmail Khatib ocupou cargos de alto escalão da inteligência e do Judiciário iraniano, atuando no Departamento de Inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) e no Ministério da Inteligência.

Khatib participou da Revolução Islâmica de 1979 e, em 1980, se alistou na Guarda Revolucionária lutando na guerra com o Iraque. Ele detinha o título de Hujjat al-Islam (a prova do Islã), uma das mais prestigiadas designações religiosas do país.

Ele também serviu como chefe das forças de segurança no gabinete do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que foi seu professor em Qom.

Ao anunciar a morte de Khatib, o ministro israelense disse que ele e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu autorizaram os militares a matar qualquer alto funcionário iraniano, sem necessidade de aprovação adicional.

Em entrevista à Al Jazeera, nesta quarta-feira (18/03), o chanceler do país, Abbas Araghchi lamentou as mortes, descartando qualquer cessar-fogo enquanto as exigências do país não forem atendidas. Ele disse que a estrutura política do Irã permanece sólida. “Nós não começamos esta guerra”, declarou.