Israel informa que o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos não inclui Líbano
Gabinete do premiê Netanyahu divulgou comunicado quatro horas após anúncio de Trump; forças israelenses bombardearam sul do Líbano na madrugada, deixando ao menos quatro mortos
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu divulgou um comunicado quatro horas após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que aceitava as condições do Irã para o fim da guerra. No documento, o governo sionista aplaudiu o acordo de cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos, mas enfatizou descaradamente que, para os israelenses, esse pacto não incluía o Líbano, embora mediadores paquistaneses tivessem afirmado o contrário.
“Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, sob a condição de que o Irã abra imediatamente o estreito e cesse todos os ataques contra os Estados Unidos, Israel e países da região”, afirmou o gabinete do primeiro-ministro em um comunicado divulgado em inglês.
A declaração prossegue: “Israel também apoia os esforços dos Estados Unidos para garantir que o Irã deixe de representar uma ameaça nuclear, de mísseis e terrorista para os Estados Unidos, Israel, os vizinhos árabes do Irã e o mundo .”
“Os Estados Unidos comunicaram a Israel seu compromisso em alcançar esses objetivos, compartilhados pelos Estados Unidos, Israel e seus aliados regionais, nas próximas negociações”, acrescentou.
The United States has told Israel that it is committed to achieving these goals, shares by the US, Israel and Israel’s regional allies, in the upcoming negotiations.
The two-weeks ceasefire does not include Lebanon.
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) April 8, 2026
O gabinete do primeiro-ministro acrescentou que “o cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”.
Segundo relatos da mídia local, as forças israelenses bombardearam áreas do sul do Líbano na madrugada de quarta-feira (08/04).
Eles também divulgaram imagens das consequências dos bombardeios na cidade de Al Qalila, no sul do país. Segundo relatos, quatro pessoas morreram nos ataques aéreos.























