Israel intensifica ataques no Líbano e causa quase 400 mortes
Agressão aérea e terrestre israelense forçou deslocamento de meio milhão de libaneses, enquanto Hezbollah continua resistência após bombardeios
A campanha militar de Israel no Líbano, que deixou 394 mortos, 83 deles crianças, e 517 mil deslocados, intensificou-se após os ataques coordenados entre EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro, segundo autoridades libanesas. Os bombardeios e uma operação terrestre no sul do país desencadearam uma grave crise humanitária.
Mais de 517 mil pessoas se registraram como deslocadas junto às autoridades libanesas até domingo (08/03). A Unidade de Gestão de Riscos de Desastres, responsável pela coordenação da resposta à crise, informou que 117 mil dos deslocados estão sendo abrigados em 538 escolas convertidas em abrigos oficiais. No entanto, estima-se que o número real seja muito maior, já que muitas famílias estão buscando refúgio em veículos, casas de parentes ou imóveis alugados.
Desde 2 de março, Israel vem conduzindo uma intensa campanha aérea contra o sul e o leste do Líbano, bem como contra os subúrbios de Beirute. Essa ofensiva resultou em 394 mortes e 1.130 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. Entre as vítimas, estão 83 crianças mortas e 254 feridas, números que demonstram o impacto devastador sobre a população civil.
Entretanto, o grupo xiita libanês Hezbollah continua a lançar ataques de impacto limitado contra alvos militares no norte de Israel. A milícia anunciou sua decisão de continuar a resistência contra Israel em 1º de março, após a morte do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei (1939-2026), em ataques aéreos dos EUA e de Israel.
A escalada do conflito faz parte de uma escalada regional mais ampla. Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã, menos de 48 horas antes da conclusão da terceira rodada de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano. Essa ação direta contra o Irã desencadeou uma intensificação da campanha israelense no Líbano e uma mudança na postura do Hezbollah.
Em resposta à intensificação dos ataques com foguetes, as Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram seus ataques contra alvos do Hezbollah em várias partes do Líbano. Em 3 de março, a IDF anunciou o início de uma operação terrestre no sul do Líbano, marcando uma escalada significativa no conflito. O Líbano encontra-se em uma situação crítica, enfrentando uma profunda crise humanitária e crescente instabilidade regional.
























