Javier Bardem pede 'Palestina livre" e condena guerra contra Irã
Ator espanhol denunciou no Oscar argumentos contraditórios de Trump para justificar conflito e reiterou apoio ao povo palestino
“Devemos aproveitar esta oportunidade [o Oscar] para falar sobre as coisas que importam. O cinema deve ser celebrado, mas também devemos usar esta plataforma para abordar as coisas que causaram tanta dor no mundo”, disse o ator espanhol Javier Bardem no domingo (15/03), ao chegar à 98ª cerimônia do Oscar, onde sua condenação a uma guerra ilegal e declarações de outros presentes sobre o genocídio em curso em Gaza também vieram à tona.
Bardem, que usava o mesmo adesivo “Não à Guerra” que usou em 2003 durante a invasão do Iraque, declarou ao chegar ao Dolby Theatre em Los Angeles, onde era responsável por entregar um prêmio, que a guerra atual no Oriente Médio é “ilegal” porque é “baseada em mentiras”.
“Estamos no mesmo barco; é mais uma guerra ilegal, matando pessoas inocentes, baseada em mentiras”, disse o renomado ator espanhol, observando que no Iraque foram as armas de destruição em massa e agora, no Irã, é a mudança de regime — um dos muitos argumentos contraditórios do governo Trump para justificar sua guerra. Ao mesmo tempo, ele reiterou seu apoio ao povo de Gaza e levantou a voz pela liberdade da Palestina.
Outro espanhol, Oliver Laxe, cujo filme Sirat foi indicado a dois prêmios (melhor filme internacional e melhor som) , usava um broche de melancia — o símbolo internacional de solidariedade com a Palestina — e, ao chegar à gala, disse à imprensa que “os palestinos estão sofrendo” e que devemos “ter essa dor em nossa consciência e suportá-la um pouco”.
A diretora tunisiana Kaouther Ben Hania — cujo filme A Voz de Hind Rajab concorria na categoria de melhor filme internacional com Sirat , o norueguês Valor Sentimental, o brasileiro O Agente Secreto e o francês Foi Apenas um Acidente, após ter ganho o Urso de Prata em Veneza, onde recebeu uma ovação de pé de 23 minutos —, denunciou a discriminação contra os palestinos.
“Isso é discriminação com base no local de nascimento”, disse ela, após denunciar que o ator principal de seu filme não pôde comparecer à gala devido à proibição de entrada de cidadãos palestinos nos Estados Unidos, imposta pelo governo de Donald Trump.
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