Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O movimento iemenita Ansar Allah (os Houthis) não permanecerá neutro em caso de um ataque contra o Irã, afirmou seu líder, Abdul-Malik al Houthi, nesta terça-feira (21/04), conforme citado pela agência Tasnim.

“Nossa posição é clara e pública, e não seremos neutros diante da agressão dos EUA e de Israel contra a República Islâmica do Irã”, declarou Al Houthi.

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Nesse mesmo contexto, ele observou que o grupo está em confronto com Israel e seu parceiro, os EUA. “Se o inimigo voltar à guerra, nosso caminho também será entrar na guerra”, disse ele.

“O cessar-fogo atual está chegando ao fim; este cessar-fogo é muito frágil e a probabilidade de uma escalada da tensão é muito alta”, continuou ele.

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“Mesmo que o cessar-fogo se mantenha, novas rodadas de conflito serão inevitáveis , porque este cessar-fogo é apenas uma pausa em uma batalha em curso”, enfatizou o líder Houthi.

Movimento Ansarallah, Houthis, do Yemen
@Tasnimnews_EN / X

Possível retorno das hostilidades

As negociações para pôr fim ao conflito no Oriente Médio começaram este mês na capital paquistanesa, Islamabad, mas a primeira rodada terminou sem o resultado esperado. A trégua de duas semanas acordada entre os EUA e o Irã expira nesta quarta-feira (22/04), embora a perspectiva de uma segunda rodada de negociações permaneça incerta.

Donald Trump ameaçou retomar os bombardeios ao Irã caso o cessar-fogo expire. “Muitas bombas começarão a explodir”, declarou. Ele também afirmou que não autorizará a abertura do Estreito de Ormuz até que um acordo seja alcançado.

Em resposta às ameaças do presidente dos EUA, Teerã alertou que está preparada “para mostrar novas cartas no campo de batalha” e enfatizou que o país persa não aceitará negociações “sob ameaça de violência”.

Entretanto, Mohammad Marandi, professor da Universidade de Teerã e ex-conselheiro da equipe de negociação nuclear do Irã, pediu a evacuação imediata dos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait.