Domingo, 6 de setembro de 2026
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O líder supremo do Irã, aiatolá Seyed Mojtaba Khamenei, fez neste domingo (30/08) um chamado à unidade entre os países islâmicos, apelando para ações conjuntas voltadas ao fortalecimento a capacidade de defesa contra ataques externos e o desenvolvimento da região.

Em mensagem divulgada por ocasião do aniversário do profeta Maomé e da Semana da Unidade Islâmica, Khamenei afirmou que a unidade entre os muçulmanos deve ser tratada como uma estratégia política permanente, e não como uma resposta circunstancial às crises.

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“O primeiro pré-requisito [para alcançar este objetivo crucial] é a unidade dos muçulmanos. A unidade dos muçulmanos diante da descrença mundial é uma estratégia corânica e um ensinamento fundamental do Islã puro do Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele)”, afirmou.

“Não se trata de uma questão superficial ou passageira. Por unidade, entende-se que, no âmbito do público em geral nas sociedades islâmicas, os pontos em comum devem servir como núcleo e fundamento para todos”, acrescentou.

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O líder supremo iraniano advertiu que divergências religiosas, raciais, culturais, econômicas, políticas e geográficas são exploradas para provocar divisões entre os países islâmicos e enfraquecer sua capacidade de reação conjunta. E afirmou que ações que provoquem discórdia entre muçulmanos, sejam elas deliberadas ou não, acabam contribuindo para os objetivos dos adversários do mundo islâmico.

Líder supremo do Irã pede unidade entre países muçulmanos e ação contra ‘verdadeiro inimigo’
Agência Tasnim

‘Garras manchadas de sangue’

Khamenei afirmou que Washington abandonou qualquer tentativa de esconder seus objetivos. “Como alguém poderia atribuir tal ato à mera ignorância ou negligência, quando os tiranos malignos do mundo – à frente dos quais se encontra o criminoso Estados Unidos – despiram as máscaras enganosas e frágeis da face horrenda de seus objetivos coloniais e planos arrogantes e dominadores?”, questionou.

“Retiraram suas luvas de veludo enganosas e expuseram suas garras manchadas de sangue para o mundo inteiro”, acrescentou.

Na sequência, o líder supremo relacionou a fragmentação dos países islâmicos à situação da Palestina e às pressões sofridas pelos países do Golfo Pérsico. “Se os muçulmanos tivessem sido uma só mão unida, cerrando o punho com firme resolução, teria a nação palestina permanecido tão indefesa e sujeita à opressão e aos crimes dos ocupantes?”, perguntou.

E acrescentou: “se as nações e os governos às margens do Golfo Pérsico tivessem estabelecido firmemente sua unidade sob a bandeira do Islã, teriam ousado canalhas corruptos e sem princípios cobiçar suas terras e riquezas a milhares de quilômetros de distância?”

Apelo aos países islâmicos

Khamenei dirigiu então um apelo específico aos governantes dos países islâmicos, particularmente aqueles na região da Ásia Ocidental e ao longo do Golfo Pérsico: “vocês devem saber quem é o seu verdadeiro inimigo, compreender seus planos e confrontá-los.”

Ele reiterou que a hostilidade dos Estados Unidos e de Israel não está exclusivamente direcionado ao Irã e aos movimentos que integram o chamado eixo da resistência, mas ao conjunto das sociedades islâmicas. “A solução para os problemas da Ummah Islâmica reside na manutenção da unidade, da amizade e da cooperação na busca da bondade e da virtude. Os governantes criminosos dos EUA e o regime sionista ilegítimo são inimigos declarados dessa unidade e amizade”, salientou.

Segundo Khamenei, EUA e Israel “nutrem inimizade contra toda a Ummah Islâmica, incluindo as nações do Oriente Médio e do Norte da África”, sustentando que nem mesmo os governos da região considerados aliados de Washington estariam protegidos dessa postura.
Como argumento, ele citou o “flagrante desrespeito” e “comentários depreciativos” feitos por líderes ocidentais contra dirigentes de países islâmicos.

Lições para unidade

Ele afirmou que a “unidade dos muçulmanos é a principal pedra angular para alcançar uma civilização islâmica sublime e triunfante”,  defendendo que a aproximação entre os países islâmicos avance para além da esfera política, envolvendo segurança, economia, ciência e desenvolvimento.

“A importante lição da unidade e da prevenção da discórdia é a primeira lição da escola islâmica sobre como lidar com amigos e inimigos”. A segunda lição, acrescentou, “é a defesa mútua contra a descrença”.

Já a terceira inclui várias formas de cooperação e sinergia nas diversas esferas materiais e espirituais da vida dos muçulmanos, em termos de riqueza, segurança, ciência e progresso. “O resultado final disso será a conquista da Nova Civilização Islâmica”, declarou.

* Com Agência Tasnim

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