Maioria dos israelenses apoia continuidade da guerra no Oriente Médio, aponta pesquisa
Levantamento da Universidade Hebraica de Jerusalém mostra que cerca de dois terços em Israel rejeitam cessar-fogo, defendem ataques ao Líbano e que trégua não deve passar de duas semanas
Cerca de dois terços dos israelenses se opõem ao cessar-fogo no Oriente Médio, de acordo com uma nova pesquisa realizada pela Universidade Hebraica de Jerusalém e divulgada nesta segunda-feira (13/04). Trata-se do primeiro levantamento nacional realizado com israelenses após Washington e Teerã concordarem, na semana passada, com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão.
Dados da pesquisa apontam que 61% acreditam que o governo sionista de Benjamin Netanyahu deve continuar atacando o Líbano. O mesmo número também apoia que o cessar-fogo temporário no Irã não deve ser estendido para além de duas semanas. No último fim de semana, as delegações norte-americana e iraniana não conseguiram alcançar um acordo mais amplo para o fim definitivo da guerra, iniciada em 28 de fevereiro.
Além disso, 39% acreditam que Israel não deveria sequer respeitar a trégua anunciada por Washington, em comparação a 41% que são a favor de esperar pelo menos duas semanas. Já os indecisos somam 19%.
A pesquisa também afirmou que a popularidade de Netanyahu entre os israelenses diminuiu desde o início da guerra contra o Irã. 40% dos cidadãos israelenses o preferiam no início do conflito, contra os 34% agora. Vale ressaltar que a percepção pública sobre a agressão de Israel no Irã é crucial para o primeiro-ministro, que enfrenta uma eleição em outubro na qual a maioria das pesquisas de opinião pública apontam que ele sairá derrotado.
O levantamento da Universidade Hebraica de Jerusalém foi baseado em uma amostra de 1.312 israelenses entrevistados de 9 a 10 de abril, com uma margem de erro de 3,2%.
(*) Com Ansa
























