Mais de 54 mil casas no Irã foram destruídas em ataques dos EUA e Israel, diz Crescente Vermelho
Diretor do órgão, Hossein Kolivand classificou ofensivas como 'claro exemplo de crime de guerra' por se direcionarem à população civil
A Sociedade do Crescente Vermelho do Irã (IRCS, na sigla em inglês) informou no domingo (15/03) que ao menos 54.550 casas no país persa foram destruídas em ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro. De acordo com o diretor do órgão, Hossein Kolivand, que apresentou um relatório sobre a extensão do impacto humano e material causado pela guerra, as ofensivas do exterior foram direcionadas a áreas civis.
Kolivand destacou que essas ações constituem uma clara violação dos princípios dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, sendo mais um exemplo de crime de guerra contra a população civil.
De acordo com a emissora catari Al Jazeera, as forças de Washington e de Tel Aviv continuaram nesta segunda-feira (16/03) bombardeando o Irã, atingindo cidades como Teerã, Ramadã e Isfahan. Em represália, os iranianos também contra-atacaram os alvos inimigos, com danos relatados em várias cidades israelenses.
No domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) anunciou uma série de ataques contra bases militares norte-americanas na região do Oriente Médio. Conforme a agência de defesa iraniana, os ataques tiveram como alvo a base aérea de Al Zafra, nos Emirados Árabes Unidos, a base de helicópteros de Al Udeid, no Catar, a base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, e a base aérea de Sheikh Isa, na Arábia Saudita.
Os alvos incluíam centros de comando e controle, torres de controle de voo, hangares de defesa aérea, depósitos, armazéns logísticos e equipamentos. Para a operação, a IRGC informou que foram utilizados diversos tipos de mísseis balísticos de precisão, mísseis de cruzeiro com novas ogivas e vários drones de destruição.
Nos últimos dias, as Forças Armadas da República Islâmica conseguiram neutralizar mais de 80% dos radares estratégicos e pontos vitais das instalações norte-americanas na área, segundo relatórios de inteligência e análises de imagens de satélite citados pela Guarda.
(*) Com Ansa e RT en Español
























