Marco Rubio afirma que navegação em Ormuz 'será sem pedágio' e 'acordo inicial' está próximo no Líbano
Secretário de Estado dos EUA reuniu-se com chanceleres dos países do Golfo nesta quinta (25); ele disse que não houve conversas sobre fundo de reconstrução para Teerã
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reuniu-se com os chanceleres do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) no Bahrein, nesta quinta-feira (25/06). Eles discutiram o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã firmado na última semana.
Durante coletiva de imprensa, após o encontro, Rubio disse que a reunião foi “muito produtiva” e que os países do Golfo compartilharam “preocupações sérias” sobre os desdobramentos das negociações. Ele assegurou aos chanceleres que Washington estará “totalmente alinhado” com seus aliados regionais.
Ele reiterou as palavras do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz, frisando que “não há nenhum apoio dos países do Golfo para pedágios ou taxas” e citando, em particular, Omã. Também disse não conhecer “nenhum país no planeta que apoie a cobrança de pedágios ou taxas pelo uso do estreito”.
Segundo ele, “os Estados Unidos só estão interessados em saber se os navios estão se movendo. Se os navios não estiverem em movimento, isso seria uma violação direta do acordo com o Irã”.
Rubio também mencionou sobre o conflito no Líbano. Segundo ele, o objetivo dos Estados Unidos é “um futuro pacífico” para o país. Ele afirmou que Washington está monitorando de perto os ataques na região e que as partes estão “perto de um acordo inicial”.

Marco Rubio afirma que navegação em Ormuz ‘será sem pedágio’ e ‘acordo inicial’ está próximo no Líbano
Michael Vadon / Flickr
Próxima reunião
Rubio confirmou a nova rodada das negociações técnicas do acordo, entre as delegações dos Estados Unidos e do Irã, para os dias 29 ou 30 de junho, na Suíça.
Segundo ele, o fundo de reconstrução para o Irã não foi discutido com os países do Golfo. O recurso está previsto na proposta de paz.
Apesar do anúncio do novo encontro, o secretário de Estado voltou a criticar o Irã. Ele declarou que Washington julga o país por suas ações e não por sua retórica, acrescentando que “clérigos radicais” controlam o sistema político do país. E advertiu que se Teerã utilizar recursos para financiar grupos aliados na região, “o acordo não funciona”.
Ele também criticou os países europeus, afirmando que o Irã representa uma ameaça maior para a Europa do que para os Estados Unidos. Segundo ele, ao não permitirem o uso de suas bases militares durante a guerra, as nações europeias ‘minaram’ sua aliança com Washington.
























