Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O assessor político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Akbar Zadeh, alertou na terça-feira (28/04) que o Irã poderia revelar capacidades militares desenvolvidas ao longo da trégua em caso de uma nova escalada fomentada pelos Estados Unidos.

“Vamos revelar nossas novas capacidades se Washington atacar novamente”, disse, acrescentando que o órgão possui ferramentas e novos métodos de combate, como a tecnologia de mira inteligente.

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O oficial assegurou que, diante de qualquer novo erro cometido pelo governo de Donald Trump, “os enormes navios de guerra norte-americanos serão queimados e ficarão fora de serviço”. Advertiu também que “o restante das ferramentas de poder do Eixo da Resistência” será ativado em resposta a novas provocações.

Na mesma terça-feira, o porta-voz do Exército iraniano informou ter atualizado o banco de dados de alvos ao longo da trégua firmada com Washington, ressaltando que a nação persa permanece em pleno estado de prontidão militar. Segundo o general Mohammad Akraminia, o país não considera a guerra como terminada e que, enquanto os inimigos israelenses e norte-americanos cessavam seus ataques nos últimos dias, o corpo militar continuou renovando seus objetivos e mantendo os treinamentos.

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Akraminia também alertou que em caso de novo ato de agressão, o Exército responderá de forma “mais esmagadora” por meio de novas ferramentas de guerra, apontando para o desenvolvimento de mecanismos de vigilância e de equipamento bélico.

Marinha da Guarda Revolucionária do Irã ameaça ‘revelar novas capacidades’ em caso de nova escalada fomentada pelos EUA
Tasnim

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra de agressão contra o Irã, durante a qual o então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e vários altos oficiais militares foram martirizados. Em represália, as Forças Armadas do Irã responderam com semanas de ataques de mísseis e drones contra posições militares norte-americanas e israelenses na região do Golfo Pérsico.

Em 8 de abril, um cessar-fogo mediado pelo Paquistão, que durou duas semanas, foi alcançado entre Teerã e Washington, abrindo caminho para negociações em Islamabad. Durante as conversas, o governo do Irã apresentou uma nova proposta que conta com a exigência da retirada das forças inimigas do território persa e libanês, além da remoção das sanções norte-americanas.

Para o Irã, é fundamental que qualquer retorno às negociações de cessar-fogo dependa do fim do bloqueio naval dos Estados Unidos.

(*) Com RT en Español e Tasnim