Meloni diz que pretende enviar navios para Estreito de Ormuz
Premiê italiana afirmou que tais iniciativas só serão aceitas após a cessação das hostilidades, em coordenação com todos os atores regionais
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, disse nesta sexta-feira (17/04) que considera a possibilidade de enviar navios para uma operação destinada a reforçar a segurança no Estreito de Ormuz. No entanto, ela enfatizou que essa participação depende da aprovação do Parlamento italiano e do encerramento definitivo do conflito no Oriente Médio.
“A Itália oferece suas unidades navais, mediante necessária autorização parlamentar”, declarou a primeira-ministra.
Durante coletiva de imprensa após a reunião sobre o Estreito de Ormuz, convocada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, em Paris, Meloni afirmou que essa iniciativa só será realizada após a cessação das hostilidades, em coordenação com todos os atores regionais e internacionais e com uma postura exclusivamente defensiva.
Além disso, Meloni mencionou como referências bem-sucedidas as operações europeias Aspides, voltada à proteção da navegação no Mar Vermelho, e Atalanta, que atua no combate à pirataria na região do Chifre da África e no oeste do Oceano Índico. Segundo ela, essas iniciativas podem servir como uma experiência valiosa para o tipo de ação que está sendo considerada no momento.
Sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, a premiê afirmou que “é um elemento essencial para qualquer solução do conflito no Oriente Médio”.
“A liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é uma questão absolutamente central para a Itália, para a Europa e para a comunidade internacional como um todo”, disse.
Essa via marítima é crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, e seu bloqueio pelo Irã, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, provocou uma disparada nos preços de commodities energéticas.

Na quinta-feira (16/04), em encontro com Zelensky, Meloni diz que divisão do Ocidente seria ‘presente pra Rússia’
Nesta sexta-feira, após o cessar-fogo no Líbano, o governo do Irã confirmou a reabertura completa do estreito, ao menos enquanto durar a trégua no Oriente Médio.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que Teerã concordou em “nunca mais fechar o Estreito de Ormuz” e em não usá-lo como “arma contra o mundo”, declarações que não foram confirmadas pela República Islâmica.
Ele também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e seus membros por não terem atuado militarmente para garantir a liberação da rota.
“Agora que a situação no Estreito de Ormuz está resolvida, eu recebi uma ligação da OTAN perguntando se precisaríamos de ajuda. Eu disse a eles para ficarem fora disso, a menos que queiram apenas abastecer seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando precisamos deles, um tigre de papel”, escreveu.
(*) Com Ansa
























