Mercado global de petróleo se aproxima de ‘zona vermelha’, alerta Agência de Energia
Fatih Birol, diretor da AIE, estima crise a partir de julho e agosto caso guerra no Irã continue; órgão avalia liberar reservas estratégicas do combustível
O mercado global de petróleo pode enfrentar uma nova fase crítica nos próximos meses caso a guerra do Irã continue. O alerta foi dado pelo diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, que estimou a entrada do setor em uma “zona vermelha” a partir de julho e agosto.
Em declaração ao centro de estudos Chatham House, em Londres, Birol afirmou que a principal saída para amenizar os impactos da crise energética seria a reabertura integral do Estreito de Ormuz, rota estratégica pode onde escoa um quinto do petróleo mundial.
“Podemos entrar na zona vermelha em julho-agosto se não virmos algumas melhorias”, afirmou. Segundo ele, os países integrantes da agência energética estudam liberar novas reservas estratégicas de petróleo. Atualmente, cerca de 80% dos estoques coletivos da entidade permanecem preservados.
Ao detalhar o cenário de risco, ele destacou que os estoques mundiais vêm diminuindo, enquanto a oferta permanece limitada e o consumo cresce impulsionado pela temporada de viagens no Hemisfério Norte. Segundo Birol, a AIE, composta por 32 países, está distribuindo entre 2,5 e 3 milhões de barris de petróleo por dia para o mercado.

Mercado global de petróleo se aproxima de ‘zona vermelha’, alerta chefe da AIE
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Fora de circulação
O chefe da AIE descreveu o momento atual como excepcionalmente instável: “nunca tinha visto a sombra escura e prolongada da geopolítica tão dominante no setor energético”. Ele disse que o atual choque energético é mais grave do que os episódios de 1973, 1979 e da crise provocada pela guerra na Ucrânia em 2022.
Segundo ele, aproximadamente 14 milhões de barris de petróleo por dia deixaram de circular no mercado internacional. Birol também advertiu que alguns países altamente dependentes das receitas do petróleo, como o Iraque, podem enfrentar dificuldades prolongadas para reinvestir em sua própria produção.
Ele prevê que os governos terão de revisar suas estratégias energéticas nos próximos anos, buscando diversificar fornecedores e ampliar investimentos em fontes renováveis e energia nuclear.
























