Terça-feira, 7 de abril de 2026
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta terça-feira (31/03) que os Estados Unidos e Israel estão tentando incitar os países do Golfo Pérsico contra o Irã, impedindo a normalização das relações com Teerã para manter a escalada da guerra na região. A declaração foi feita durante reunião da Assembleia Geral do Conselho Russo de Assuntos Internacionais.

“Os Estados Unidos e Israel estão tentando impedir a normalização das relações entre o Irã e seus vizinhos, e até incitar membros do Conselho de Cooperação do Golfo contra a República Islâmica”, declarou Lavrov, ao apontar que o processo de aproximação entre o Irã e países da região vinha avançando nos últimos anos.

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Ele salientou que a guerra contra o Irã reflete tentativas de “mudança de regime” com o objetivo de ampliar o controle sobre petróleo e gás. “A Rússia pede o fim imediato da agressão dos EUA e de Israel contra o Irã”, afirmou, acrescentando que o uso da força contra civis e infraestrutura é “inaceitável, onde quer que estejam – no Irã ou nos Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo”.

Lavrov também acusou Washington de agir de forma “desonesta”, ao utilizar negociações diplomáticas como cobertura para ações militares. Segundo ele, o Irã não tinha intenção de atacar países vizinhos e tem participado ativamente de discussões sobre um sistema coletivo de segurança regional.

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“Estamos prontos para fornecer mediação e outras formas de assistência para ajudar a retornar a situação a um caminho político e diplomático”, afirmou o ministro russo.

Moscou acusa EUA e Israel de incitar países árabes contra Irã
© Mikhail Sinitsyn/TASS

Cenário global

Lavrov também comentou o cenário global, afirmando que está em curso a erosão da ordem internacional até então vigente. “Estamos no meio de uma reestruturação da ordem global, que esperamos que leve ao estabelecimento de um mundo multipolar sustentável e justo, por enquanto, essa transformação parece mais uma demolição”, acrescentou.

Ele também advertiu que deter posição de liderança nesse novo cenário internacional é “questão de vida ou morte”. O chanceler criticou o enfraquecimento do direito internacional e denunciou que alguns países estariam reivindicando territórios “sem qualquer base legal”.

Nesse contexto, afirmou que Rússia, China, países do BRICS e membros da Organização de Cooperação de Xangai têm sido alvo de “oposição agressiva” por parte de potências que buscam manter sua hegemonia.

Lavrov também declarou que Moscou permanece aberta ao diálogo com países ocidentais. “Manteremos a porta aberta para o diálogo e possíveis acordos, mas apenas em uma base estritamente igualitária e mutuamente benéfica. A Rússia decidirá por si mesma como responder a quaisquer ideias que possam ser apresentadas pelas elites ocidentais”, frisou.