Motjaba Khamenei defende ‘criar insegurança’ para inimigos internos e externos do Irã
Líder supremo prestou condolências pela morte do ministro da Inteligência iraniano, afirmando que ausência será compensada com 'esforços redobrados'
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, defendeu que o regime deve “criar insegurança” para todos os seus inimigos internos e externos, em uma declaração direcionada ao presidente iraniano Masoud Pezeshkian, divulgada nesta sexta-feira (20/03). O filho de Ali Khamenei, este que foi morto em um ataque aéreo dos Estados Unidos e Israel em Teerã, em 28 de fevereiro, segue sem aparecer em público desde a sua sucessão.
A posição foi dada em uma carta em que Motjaba expressou condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, vítima de um bombardeio israelense nesta semana.
“Por meio desta, expresso minhas condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib. Sem dúvida, a ausência dele deverá ser compensada com esforços redobrados dos demais responsáveis e funcionários desse sensível ministério, garantindo que a segurança seja retirada dos inimigos internos e externos e concedida a todos os compatriotas”, afirmou o líder iraniano.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, defendeu que o regime deve “criar insegurança” para todos os seus inimigos internos e externos
Reprodução/khamanei.IR
Nesta sexta-feira, o governo do país persa confirmou a morte do porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), Ali Mohammad Naeini, em um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel.
Em nota, a IRGC classificou o ataque como ação terrorista e prometeu que haverá resposta à ofensiva.
“Prometemos continuar seu caminho firme e esperançoso no combate aos criminosos terroristas, especialmente nos campos da guerra suave e cognitiva, e jamais permitiremos que a poderosa voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), centrada no povo, seja silenciada nos corações dos crentes, nem toleraremos qualquer deficiência no poder suave e espiritual da IRGC”, disse, em comunicado.
Segundo o órgão, Naeini se dedicou, por quatro décadas, nas “áreas de salvaguarda da Revolução Islâmica, na área de propaganda durante a guerra imposta de oito anos [com o Iraque], na documentação e narração da Defesa Sagrada e como porta-voz do Corpo nos últimos dois anos […]”.
(*) Com Ansa
























