Sábado, 15 de agosto de 2026
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Irã e Omã continuam as negociações com o objetivo de garantir o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz, com foco na designação de faixas seguras de entrada e saída.

Em declarações transmitidas pela emissora iraniana IRIB, Baghaei afirmou que as negociações foram “avaliadas positivamente tanto no nível técnico quanto no político”, enquanto o Irã trabalha para desenvolver os “mecanismos” necessários para gerenciar o tráfego no estreito.

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Fontes diplomáticas em Teerã afirmam, segundo a Al Jazeera, que um acordo está ao alcance, embora critiquem o papel de alguns atores desestabilizadores, acrescentando que é possível que um acordo seja alcançado até o fim desta quarta-feira (05/08).

Em paralelo, o New York Times afirmou, citando autoridades norte-americanas e catarianas, que negociações para reabrir a rota marítima “estão progredindo”. No entanto, ainda não foi anunciado um acordo com o Irã que “possa abrir caminho para a retomada de um cessar-fogo mais amplo” com os Estados Unidos.

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O secretário de Estado Marco Rubio, por sua vez, declarou mais cedo nesta terça-feira que houve “progresso nas negociações, mas ainda não há um acordo final”.

As autoridades catarianas também expressaram otimismo. Majed al-Ansari, porta-voz da chancelaria do Catar, disse a jornalistas que as negociações sobre o estreito estavam em “estágios muito avançados”, e que uma minuta de um possível acordo já havia sido “distribuída entre as partes”.

O Irã efetivamente fechou o estreito após o início da campanha de bombardeios EUA-Israel em 28 de fevereiro, enquanto os EUA impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos algumas semanas depois. A hidrovia foi reaberta após o acordo preliminar entre os EUA e o Irã, anunciado em 17 de junho.