Netanyahu ameaça nova operação contra Irã e diz que 'ainda há trabalho a fazer'
Primeiro-ministro israelense afirmou que 'haverá uma terceira vez, se necessário' e que a guerra de Israel 'nunca termina'
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira (30/06) que, se “necessário”, autorizaria uma nova operação contra o Irã para impedi-lo de obter armas nucleares. “Entramos no Irã duas vezes para nos salvar da destruição causada pelas bombas atômicas que já estavam lá”, acrescentou em entrevista ao canal local 14.
“Enfraquecemos consideravelmente o nosso inimigo, mas ainda temos tarefas a cumprir. Devemos lidar com os remanescentes do eixo iraniano e promover acordos de paz com outros países da região”, declarou ele.
Dessa forma, o premiê elogiou as conquistas militares israelenses nos últimos anos, mas afirmou que suas batalhas “nunca” terminam e que ainda há ações a serem tomadas contra o “eixo iraniano”.
Questionado se as guerras de Israel contra o Irã, o Hamas e o Hezbollah poderiam ser consideradas encerradas ou vencidas, Netanyahu falou de “enormes sucessos” nessas frentes. Pressionado novamente, afirmou: “Nunca acaba. Se você quer viver no Oriente Médio — e no mundo — precisa ser muito forte”.
Benjamin Netanyahu, que planeja concorrer a novas eleições este ano, defendeu as operações militares de Israel nas diversas regiões onde atua sob sua liderança. “Quando você é fraco, está fadado à destruição; quando você é forte, eles se aliam a você e buscam a paz”, disse ele.

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
Foto: @IsraeliPM
A posição iraniana
Segundo a mídia iraniana, o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Mukhtaba Khamenei, exigiu recentemente que os Estados Unidos e Israel sejam processados pelos recentes conflitos armados.
O clérigo argumentou que as declarações públicas de ambos os países facilitam uma ofensiva jurídica internacional. O “orgulho descarado” de alguns líderes americanos e sionistas em relação aos seus bombardeios representa uma clara “admissão de culpa”, afirmou Khamenei para justificar sua exigência de justiça, lançando as bases para a “reivindicação dos direitos violados da nação”.
O líder supremo acusou ambas as nações de perpetrarem “crimes de guerra”: um “assassinato sem precedentes de crianças em Minab e Lamerd” e bombardeios a centros médicos e de serviços. Ele também condenou o assassinato de seu antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro — em um ataque aéreo conjunto de Washington e Tel Aviv contra Teerã — a quem descreveu como um mártir.
(*) com RT em espanhol
























