Quarta-feira, 8 de julho de 2026
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira (30/06) que, se “necessário”, autorizaria uma nova operação contra o Irã para impedi-lo de obter armas nucleares. “Entramos no Irã duas vezes para nos salvar da destruição causada pelas bombas atômicas que já estavam lá”, acrescentou em entrevista ao canal local 14.

“Enfraquecemos consideravelmente o nosso inimigo, mas ainda temos tarefas a cumprir. Devemos lidar com os remanescentes do eixo iraniano e promover acordos de paz com outros países da região”, declarou ele.

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Dessa forma, o premiê elogiou as conquistas militares israelenses nos últimos anos, mas afirmou que suas batalhas “nunca” terminam e que ainda há ações a serem tomadas contra o “eixo iraniano”.

Questionado se as guerras de Israel contra o Irã, o Hamas e o Hezbollah poderiam ser consideradas encerradas ou vencidas, Netanyahu falou de “enormes sucessos” nessas frentes. Pressionado novamente, afirmou: “Nunca acaba. Se você quer viver no Oriente Médio — e no mundo — precisa ser muito forte”.

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Benjamin Netanyahu, que planeja concorrer a novas eleições este ano, defendeu as operações militares de Israel nas diversas regiões onde atua sob sua liderança. “Quando você é fraco, está fadado à destruição; quando você é forte, eles se aliam a você e buscam a paz”, disse ele.

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
Foto: @IsraeliPM

A posição iraniana

Segundo a mídia iraniana, o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Mukhtaba Khamenei, exigiu recentemente que os Estados Unidos e Israel sejam processados pelos recentes conflitos armados.

O clérigo argumentou que as declarações públicas de ambos os países facilitam uma ofensiva jurídica internacional. O “orgulho descarado” de alguns líderes americanos e sionistas em relação aos seus bombardeios representa uma clara “admissão de culpa”, afirmou Khamenei para justificar sua exigência de justiça, lançando as bases para a “reivindicação dos direitos violados da nação”.

O líder supremo acusou ambas as nações de perpetrarem “crimes de guerra”: um “assassinato sem precedentes de crianças em Minab e Lamerd” e bombardeios a centros médicos e de serviços. Ele também condenou o assassinato de seu antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro — em um ataque aéreo conjunto de Washington e Tel Aviv contra Teerã — a quem descreveu como um mártir.

(*) com RT em espanhol