Netanyahu ameaçar 'destruir' Irã e expande guerra regional ao atacar Síria
Premiê aparece em coletiva e alega que Teerã 'não tem capacidade de produzir mísseis balísticos', enquanto iranianos seguem atingindo cidades israelenses
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou na quinta-feira (20/03) que “Irã está sendo dizimado” e prometeu que o arsenal de mísseis e drones do país persa “será destruído”. A posição se deu em sua primeira coletiva presencial desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Na avaliação dele, o governo iraniano “não tem capacidade de enriquecer urânio, nem para produzir mísseis balísticos”.
“Estamos continuando a esmagar essas capacidades. Vamos esmagá-los até virar pó, virar cinzas”, disse.
Ao longo das primeiras horas desta sexta-feira (20/03), as forças israelenses informaram ter atacado Teerã, mirando o que alegaram ser “infraestrutura do regime terrorista iraniano”, sem fornecer detalhes adicionais. Por sua vez, o Irã disparou uma barragem de mísseis contra Israel, acionando sirenes de ataque aéreo em Tel Aviv.
De acordo com o jornal The Times of Israel, foram sete salvas de mísseis balísticos contra a nação liderada por Netanyahu, “pelo menos dois dos quais pareciam transportar ogivas de bombas cluster”. A ofensiva resultou em casas danificadas e pessoas feridas. Já na cidade central de Rehovot, os ataques iranianos incendiaram uma casa, e fragmentos de mísseis interceptados atingiram cerca de dez localidades.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede primeira coletiva desde início da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro
Print do X/Benjamin Netanyahu
Israel ataca Síria
Em meio à guerra contra o Irã, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram nesta sexta-feira ter atacado acampamentos do exército sírio ao longo da última noite, em resposta ao que alegaram serem ataques contra a comunidade drusa no sul do país. A ofensiva não está diretamente relacionada à campanha de agressões contra a nação persa, mas expande as tensões na região do Oriente Médio.
“Isso foi em resposta aos eventos de ontem, nos quais civis drusos foram atacados na área [de Suwayda]”, disse o exército israelense pelo Telegram.
De acordo com o observatório sírio de Direitos Humanos, no dia anterior, houve combates por parte das forças do governo e combatentes de tribos locais contra facções drusas opostas no interior ocidental de Suwayda.
O regime sionista realizou ataques contra tropas sírias e também bombardeou a capital Damasco sob o pretexto de proteger os drusos. Israel já havia avançado mais profundamente em território sírio após a queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, chegando a ocupar a zona tampão.
⭕️In response to yesterday’s events in which Druze civilians were attacked, the IDF struck a command center and weapons in military compounds belonging to the Syrian regime in southern Syria.
The IDF will not tolerate harm towards the Druze population in Syria and will continue…
— Israel Defense Forces (@IDF) March 20, 2026
Em um discurso proferido em Damasco, o presidente sírio Ahmed al-Sharaa disse, após os ataques israelenses, estar trabalhando para manter a Síria fora de qualquer conflito.
“É importante lembrar que a Síria sempre foi um cenário de conflito e conflito nos últimos 15 anos e antes disso, mas hoje está em harmonia com todos os países vizinhos, regional e internacionalmente”, disse ele, acrescentando que a sua nação está “em total solidariedade com os Estados árabes”.
“O que está acontecendo agora é um evento grande e raro na história que não testemunhamos desde a Segunda Guerra Mundial. Estamos calculando cuidadosamente nossos passos e trabalhando para manter a Síria afastada de qualquer conflito, para que ela possa manter seu caminho de desenvolvimento e reconstrução”, afirmou al-Sharaa.
























