Número de militares dos EUA feridos em guerra contra Irã ultrapassa 600; 18 foram mortos
Sistema do Departamento de Defesa atualizou balanço com mais de 140 feridos e mudou classificação de baixas, provocando questionamentos sobre transparência
O número de militares dos Estados Unidos feridos, desde o início da guerra contra o Irã, chegou a 624, segundo uma atualização do banco de dados do Pentágono, que acrescentou mais de 140 casos ao balanço e incluiu as quatro baixas, que tinham sumido do sistema, totalizando 18 mortes.
Os novos números foram atualizados no sábado (23/07), após os questionamentos sobre as mudanças no Sistema de Análise de Baixas da Defesa (DCAS), o banco de dados oficial do Departamento de Defesa que, até então, registrava 482 militares feridos.
Entre as mudanças criticadas está a separação dos casos registrados a partir de 7 de julho. Os números, agora, aparecem em uma página separada do site oficial, denominada “Baixas em Operações Estrangeiras”, enquanto os dados anteriores, relativos a fevereiro e junho, permanecem sob a designação “Operação Fúria Épica”.
Após a Associated Press (AP) informar a ausência na contagem das quatro baixas na Jordânia e no Iraque, o Pentágono reinseriu as mortes, mas agora elas constam em uma categoria separada. Também foram acrescentados mais de 140 feridos no campo “Operações no Exterior”, totalizando 207 feridos, desde 7 de julho.
A agência frisa que a nova categoria não identifica qual conflito provocou as baixas, nem apresenta detalhes que permitam determinar a origem de todos os casos contabilizados. Também destaca que o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) deixou de fornecer aos jornalistas seus relatórios rotineiros sobre baixas, mencionando a ausência de uma coletiva oficial sobre a guerra desde o começo de maio.

Número de militares dos EUA feridos em guerra contra Irã ultrapassa 600; 18 foram mortos
White House
Manobras numéricas
Na quinta-feira passada (23/07), após o alerta sobre a omissão das mortes no sistema, doze senadores democratas que integram a Comissão de Serviços Armados do Senado encaminharam uma carta ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, cobrando explicações sobre as mudanças nos números de mortos e feridos.
No documento, eles destacam que a separação artificial dos dados representa uma manobra deliberada para dificultar o acesso à informação sobre as mortes no conflito. O secretário de imprensa interino do Departamento de Defesa, Joel Valdez, respondeu que a redução observada nos registros ocorreu devido a “interrupções temporárias de dados no site do DCAS”.























