Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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As ordens de evacuação forçada em larga escala emitidas pelo Exército israelense para o sul do Líbano e os subúrbios do sul de Beirute levantam sérias preocupações sob o direito internacional, afirmou o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, nesta sexta-feira (06/03).

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“Estamos falando aqui de ordens de deslocamento em massa e em larga escala que envolvem centenas e milhares de pessoas”, disse Turk. “Isto levanta sérias preocupações ao abrigo do direito internacional humanitário, e em particular no que diz respeito a questões relacionadas com a transferência forçada”, acrescentou.

Por sua vez, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirma estar prestando apoio às pessoas que estão sendo evacuadas no Líbano, com suporte a transporte de equipamentos médicos essenciais de instalações afetadas para ajudar a garantir o acesso das pessoas a cuidados de saúde essenciais.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram um novo alerta nesta sexta-feira (06) obrigando os moradores do Vale do Beqaa, no leste do Líbano, a deixarem a área imediatamente, principalmente as aldeias de Nabi Chit, Khader, Sarain al-Fawqa e Sarain al-Tahta, onde, segundo o porta-voz, as forças armadas israelenses começariam a operar em breve.

Desde segunda-feira (03), a ocupação sionista está intervindo no território libanês. Nesse contexto, o Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que ao menos 102 civis foram mortos e 638 estão feridos. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, por sua vez, contabiliza cerca de 123 mortos.

Em paralelo, Tel Aviv continua a bombardear o sul libanês. Em Sidon, o órgão de saúde informou que cinco pessoas morreram e sete ficaram feridas. O bombardeio atingiu o penúltimo andar de um prédio pertencente ao complexo Makassed, perto da Mesquita Al-Siddiq, fazendo com que ambulâncias se deslocassem rapidamente para o local, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA).

Outras ofensivas destruíram casas e instalações na área de Shanouh, ao sul de Kfar Shouba. Em Nabatieh, um ataque aéreo atingiu um prédio perto da estação de Ghandoor, em frente à antiga Escola Secundária de Sabah, causando grande destruição e bloqueando temporariamente a estrada que liga Nabatieh a Nabatieh al-Fawqa e a Kfartabnit, antes que as equipes da defesa civil a desobstruíssem.

As cidades de Srifa, Hanniyeh, no distrito de Tire, bem como Al-Sawana e Khiam, também sofreram investidas israelenses. Uma pessoa morreu no bombardeio a Srifa.

Em Toul, um bombardeio destruiu a Mesquita Imam al-Mahdi, situada na estrada para a Escola Secundária Bilal Fahs, matando o seu muezim, Mahdi Fahs. Outras investidas atingiram as imediações do seminário religioso Baqiat Allah e a área próxima à Mesquita al-Bashir, destruindo um edifício residencial.

Os bombardeios também destruíram duas casas em Kfartabnit e um prédio em Jibshit, onde duas pessoas teriam sido mortas. Outros ataques atingiram Shoukine, Kfarreman e a estrada Tabline entre Kfarreman e Habboush, bem como o bairro de al-Hamzeh em Nabatieh, enquanto as cidades de Qaqqaiyat al-Jisr e Aainata também foram alvejadas.

Em resposta à ofensiva israelense, o grupo armado da Resistência Islâmica, Hezbollah, alertou os colonos israelenses nas áreas fronteiriças com o Líbano para que deixassem suas casas, em antecipação a possíveis ataques.

“Eles são obrigados a evacuar todos os assentamentos localizados a menos de 5 quilômetros da linha de fronteira”. A declaração do Hezbollah enfatizou que os contínuos ataques das forças israelenses contra o Líbano não ficarão sem resposta.

O grupo também anunciou ter realizado uma série de operações com mísseis contra locais e concentrações do exército israelense na fronteira libanesa com a Palestina e dentro dos territórios ocupados, em resposta à “agressão criminosa israelense que afetou dezenas de cidades e vilas libanesas, incluindo os subúrbios do sul de Beirute”.