Quinta-feira, 5 de março de 2026
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O alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (Acnudh) pediu nesta terça-feira (03/03) a abertura de uma investigação “imparcial e aprofundada” sobre o ataque que matou ao menos 165 pessoas em uma escola infantil para meninas na cidade de Minab, sul do Irã, no último sábado (28/03). A maioria das vítimas, segundo a mídia estatal iraniana, foram crianças entre 7 e 12 anos.

“O alto comissário [Volker Turk] exige uma investigação rápida, imparcial e aprofundada sobre as circunstâncias do ataque. O ônus da investigação recai sobre as forças que perpetraram o ataque”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Acnudh, durante uma coletiva em Genebra, descrevendo o incidente como “horrível”.

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Teerã culpou os Estados Unidos e Israel pelo massacre no colégio, localizado perto de uma base da Guarda Revolucionária. Enquanto isso, as Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) alegam não ter “conhecimento sobre nenhuma operação” nessa área. Contudo, vale lembrar que durante o genocídio na Faixa de Gaza, o regime sionista negou múltiplos ataques mortais contra civis palestinos, apenas voltando atrás quando surgiram evidências irrefutáveis, e logo classificando as ofensivas como “acidentais”.

Por sua vez, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que Washington não “atingiria deliberadamente uma escola”, embora o incidente tenha sido noticiado logo após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar os ataques conjuntos com Israel contra o Irã.

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Escola infantil feminina na cidade de Minab, sul do Irã, foi atacada no sábado (28/02), deixando mais de 160 mortos
Reprodução/Tasnim

Nas redes sociais, circulam fotos e vídeos de corpos de meninas em sacos mortuários pretos e mochilas e materiais escolares ensanguentados em meio aos escombros.

Milhares de pessoas vestidas de preto participaram do funeral das vítimas do massacre nesta terça-feira, em meio a gritos de “morte à América” e “morte a Israel”. A multidão exibiu fotos das meninas assassinadas, enquanto os caixões, nas cores da bandeira iraniana, foram levados em cortejo pelas ruas até o local de sepultura.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse no início desta semana que os dois países “continuam atacando indiscriminadamente áreas residenciais, sem poupar hospitais, escolas, instalações do Crescente Vermelho ou monumentos culturais”.

(*) Com Ansa