Paquistão esvazia ruas para receber delegações do Irã e EUA visando negociações de paz
Fontes próximas ao assunto destacam enriquecimento de urânio e livre fluxo do Estreito de Ormuz como tópicos-chave a serem abordados nas tratativas de sábado (11)
A capital paquistanesa Islamabad recebe nesta sexta-feira (10/04) as delegações do Irã e dos Estados Unidos para sediar as negociações de paz na guerra iniciada pelos norte-americanos e israelenses em 28 de fevereiro. As partes estão em meio a um cessar-fogo de duas semanas anunciado nesta semana, período durante o qual serão realizados esforços diplomáticos tendo em vista o fim definitivo do conflito.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, as ruas de Islamabad estão “em rigoroso lockdown”. O veículo detalhou que o Estado decretou feriado nos dois dias anteriores às conversações previstas para sábado (11/04) e, também, militares e guardas paramilitares, além de reforçar a segurança em toda a capital.
Um funcionário paquistanês próximo às negociações informou que, do lado norte-americano, a Casa Branca confirmou que sua equipe de negociação seria liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, juntamente com a participação de Steve Witkoff, enviado dos Estados Unidos para assuntos do Oriente Médio, e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.
O governo iraniano, por sua vez, disse que sua delegação incluiria o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Figuras seniores da guarda revolucionária iraniana também devem comparecer à mesa de negociações.
Fontes oficiais destacam que os temas a serem abordados incluirão o enriquecimento de urânio do Irã – tópico que na quinta-feira (09/10) a nação se negou a abrir mão –, e a abertura do fluxo de comércio pelo estratégico ponto do Estreito de Ormuz, responsável pelo transporte de quase 20% do petróleo mundial.

Vice-presidente dos EUA, JD Vance, e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
X/@BenjaminNetanyahu
Enquanto isso, de forma separada, Israel e Líbano deverão realizar conversas em Washington, nos Estados Unidos, na próxima semana, de acordo com um funcionário do Departamento de Estado norte-americano. No dia anterior, o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou ter dado instruções para iniciar negociações diretas com as autoridades libanesas “o mais rápido possível”, após o que, segundo o órgão, foram “repetidos apelos de Beirute”.
O cessar-fogo acordado entre o Irã e os Estados Unidos incluía a interrupção de agressões israelenses contra o Líbano. No entanto, o regime sionista ignorou as cláusulas e reiterou suas alegações do combate ao movimento de resistência Hezbollah, apoiados por Teerã.























