Paquistão sedia cúpula com potências regionais em busca de acordo para fim da guerra no Irã
Em Islamabad, Turquia, Egito e Arábia Saudita debatem plano para cessar-fogo; chanceler paquistanês conversa com Irã sobre esforços diplomáticos
Chanceleres da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reuniram neste domingo (29/03) em Islamabad, capital paquistanesa, para discutir os possíveis caminhos de um cessar-fogo na guerra iniciada há um mês pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Nesta manhã, os ministros das Relações Exteriores dos quatro países realizaram uma rodada de conversas, a segunda neste mês, após o encontro anterior em Riad, reforçando a urgência de uma solução negociada.
Em discussão está o plano de 15 pontos apresentados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e já recusado pelo Irã, que apresentou cinco exigências para o fim do enclave, entre elas, a garantia de que não ocorram novos ataques e a soberania do país sobre o Estreito de Ormuz.
O plano de desescalada, em análise pelas potências regionais, prevê medidas graduais para a redução das hostilidades. As conversas continuam nesta segunda-feira (30/03).
Em reunião com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, elogiou o que classificou como “notável contenção” de Riad no atual cenário. Nesta semana, a imprensa norte-americana reportou que o país e os Emirados Árabes Unidos cogitavam entrar no enclave, de forma direta.
O premiê paquistanês destacou que “a unidade dentro do mundo islâmico é fundamental” neste momento crítico, assegurando que Islamabad seguirá atuando “ombro a ombro” com o Reino para preservar a estabilidade regional.

Paquistão sedia cúpula com potências regionais em busca de acordo para fim da guerra no Irã
@ForeignOfficePk
Conversas com o Irã
Na noite deste sábado (28/03), o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, manteve conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar.
Eles enfatizaram a necessidade de esforços regionais para interromper a guerra e restaurar a estabilidade. Araqchi denunciou os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra a infraestrutura pública, escolas, hospitais, centros científicos e áreas residenciais.
Ele afirmou que a comunidade internacional tem responsabilidade em responder ao “colapso das normas jurídicas internacionais”, provocado por ações “ilegais e constitutivas de crimes contra a humanidade”.
Ishaq Dar, por sua vez, reiterou a posição do Paquistão de condenar qualquer agressão contra a soberania e a integridade territorial do Irã.
O chanceler destacou os esforços diplomáticos em curso, incluindo a própria cúpula em Islamabad, expressando a expectativa de que a cooperação regional permita interromper o conflito “imediatamente”, abrindo caminho para a restauração da paz e da estabilidade no Oriente Médio.
























