Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O Parlamento do Irã deve aprovar uma legislação que prevê cobrar pedágios dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica pela qual circula 20% do petróleo mundial. A informação foi anunciada pelo presidente do Comitê de Assuntos Civis da casa, Mohamad Reza Rezaei Kochi, conforme a agência de notícias iraniana Tasnim nesta quinta-feira (26/03).

“Estamos buscando um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, domínio e supervisão do Irã sobre o Estreito de Ormuz, e que também gere uma fonte de receita para o país por meio da cobrança de pedágio”, disse Reza, acrescentando que o projeto de lei deve ser estruturado até a próxima semana para que seja analisado no Parlamento.

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“Nós fornecemos sua segurança e é natural que navios e petroleiros paguem tais taxas”, acrescentou o deputado.

Na terça-feira (24/03), a missão permanente do Irã nas Nações Unidas (ONU) lançou um comunicado reiterando que países “não hostis”, ou seja, que não apoiam a agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra a nação persa, podem cruzar a passagem. A rota permanece parcialmente bloqueada desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

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“Embarcações não hostis, incluindo aquelas pertencentes ou ligadas a outros Estados, poderão – desde que não apoiem ou participem de atos de agressão contra o Irã e cumpram plenamente os padrões declarados de segurança e proteção – beneficiar-se de passagem segura pelo Estreito de Ormuz em coordenação com as autoridades iranianas competentes”, afirmou a missão.

(*) Com Tasnim