Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O governo dos EUA ameaçou novamente com uma possível escalada militar caso o Irã não mude sua posição no conflito atual. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (16/04) que Washington está preparado para manter o bloqueio naval e recorrer a ataques diretos contra infraestruturas iranianas essenciais. Ao mesmo tempo, deixa em aberto a possibilidade de uma solução diplomática.

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“Se o Irã tomar uma decisão errada, enfrentará um bloqueio e bombardeios contra sua infraestrutura, sua rede elétrica e suas instalações de energia”, declarou ele, acrescentando que os EUA estão “de olho neles”. O alto funcionário também instou o novo governo iraniano a “escolher com sabedoria”.

Washington está intensificando a pressão sobre Teerã com uma nova ofensiva econômica. A este respeito, o secretário de Defesa indicou que o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, lançou a Operação Fúria Econômica, concebida para aumentar ao máximo a pressão financeira sobre a República Islâmica.

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Em relação ao bloqueio naval, o Departamento de Defesa explicou que a expansão será realizada por meio de “operações e atividades em outras áreas de responsabilidade”, como o Pacífico. “Perseguiremos ativamente qualquer embarcação com bandeira iraniana ou qualquer embarcação que tente fornecer apoio material ao Irã”, declararam.

O chefe do Pentágono também afirmou que a atual operação de bloqueio liderada pelos EUA continuará “enquanto for necessário” e a descreveu como eficaz. Ao mesmo tempo, sugeriu que o Irã ainda tem a opção de evitar uma escalada maior, optando por uma solução negociada. “Há uma alternativa […] eles podem escolher um futuro próspero”, declarou, referindo-se a um possível caminho diplomático.

Ainda na coletiva de imprensa, Pete Hegseth declarou que seu país está ciente das movimentações de recursos militares do Irã, em um claro aviso sobre os próximos passos que Teerã poderá tomar. “Sabemos quais recursos militares eles estão movimentando e para onde os estão movimentando”, disse.

Críticas à OTAN

O secretário de Guerra dos EUA ainda realizou críticas aos aliados de seu país na OTAN pela falta de cooperação e pela recusa em apoiar a ofensiva contra o Irã.

“Quando os tiros foram disparados e esses países eram mais necessários, eles não estavam lá. Eles não estavam ao nosso lado”, lamentou o chefe do Pentágono em um comunicado à imprensa. “Seus líderes não mobilizaram o que têm em suas marinhas”, acrescentou.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, também criticou a falta de apoio dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte na agressão contra a República Islâmica e seus esforços subsequentes para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Vamos abrir o estreito, mesmo que não o usemos, porque há muitos outros países no mundo que o usam e têm medo, são fracos ou mesquinhos. Não sei o que está acontecendo, mas a OTAN não nos ajudou, é o que posso dizer”, declarou o presidente no último sábado (11/04).