Após a retomada dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, na noite deste domingo (30/08), veículos de imprensa divulgaram declarações de autoridades norte-americanas que atribuíram as agressões à uma tentativa norte-americana de impedir a instalação de minas no Estreito de Ormuz.
Segundo as fontes, integrantes da Guarda Revolucionária foram observados preparando foguetes que transportariam minas marítimas em direção ao Estreito de Ormuz. A versão foi contestada por uma fonte militar do Irã à agência Tasnim, nesta segunda-feira (31/08).
“A alegação dos norte-americanos de que, ‘com o ataque da noite passada, eles queriam impedir o Irã de colocar minas no Estreito de Ormuz e que foram bem-sucedidos nisso’, é fantasia e invenção”, diz o militar. Segundo ele, “o confronto da noite passada não teve nada a ver com a colocação de minas”.
“Os norte-americanos pretendiam, na noite passada, impedir que o Irã punisse os navios que violaram as regras, mas falharam também nessa tentativa. Os navios infratores foram punidos e suas bases na região também foram atingidas por projéteis iranianos”, declarou.
Ao confirmar o ataque, o próprio Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou que o alvo do bombardeio eram dois lançadores de foguetes que supostamente se preparavam para disparar mísseis no Estreito de Ormuz.
As forças iranianas responderam aos ataques atingindo bases norte-americanas na Jordânia, em King Hussein e Al Azraq e, também, contra a instalação aérea norte-americana de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que a retaliação foi contra a morte de militares e civis atingidos durante a ofensiva no domingo. A força militar também destacou que os ataques provocaram danos a propriedades públicas e privadas.
Teerã classificou a operação como uma “violação flagrante do parágrafo 4 do Artigo 2 da Carta das Nações Unidas” e cobrou do Conselho de Segurança e do secretário-geral da ONU medidas para responsabilizar Washington. “É óbvio que a total responsabilidade pelas consequências das novas ações agressivas dos Estados Unidos”, disse em comunicado.
O texto também responsabiliza os Estados Unidos “pela continuidade do bloqueio marítimo e da guerra econômica contra o Irã” que “recai sobre o regime norte-americano e todas as partes que, de alguma forma, cooperam ou participam da preparação e implementação das ações ilegais e ilícitas dos EUA”.
A IRGC ainda advertiu que novos ataques contra o território iraniano receberão “respostas ainda mais devastadoras”.