Domingo, 6 de setembro de 2026
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu nesta quinta-feira (27/08) uma maior unidade entre as nações muçulmanas e defendeu que o território de nenhum desses países seja utilizado para ataques contra outros Estados da região.

“Nenhum país muçulmano deve buscar sua segurança na insegurança de seus vizinhos. Nenhum território de país muçulmano deve ser usado contra outra nação muçulmana”, afirmou, durante seu discurso na 40ª Conferência Internacional de Unidade Islâmica, realizada em Teerã.

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Pezeshkian disse que o Irã não iniciou a guerra na região, mas “se posicionou firmemente contra os agressores”. “Os EUA e a entidade sionista lançaram uma guerra contra o Irã”, declarou. Segundo o chefe de Estado, “o Irã não está em uma posição fraca e sabe se defender”.

O presidente iraniano defendeu o aprofundamento da cooperação econômica entre os países muçulmanos, destacando que os 57 integrantes da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), espalhados do Sudeste Asiático à África, estão “no coração de rotas marítimas e terrestres vitais”.

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Ele ressaltou que esses países concentram recursos energéticos, populações jovens e um grande mercado consumidor, salientando que a economia conjunta dos membros da OCI alcançou cerca de US$ 9,2 trilhões em 2024.

O valor equivale a 8,3% da economia mundial, afirmou, acrescentando que apenas 19% das exportações do bloco permaneceram na região. A maior parte foi destinada a países de fora da organização.

‘Nenhum território de país muçulmano deve ser usado contra outra nação muçulmana’, afirmou Pezeshkian durante 40ª Conferência Internacional de Unidade Islâmica
Agência Tasnim

Movimentação diplomática

As declarações do presidente iraniano ocorrem em meio a intensa movimentação diplomática. Nesta semana, o país recebeu a visita de autoridades do Paquistão, de Omã e do Catar. As discussões envolveram a guerra, as relações entre Teerã e Washington e a situação do Estreito de Ormuz.

Na segunda-feira (24/08),o chefe do Exército do Paquistão, marechal de campo **Asim Munir**, se reuniu com o presidente iraniano. Na terça-feira (25/08), o chanceler de Omã, Badr Albusaidi, encontrou-se com o chanceler Abbas Araqchi, com quem anunciou um acordo sobre o Estreito de Ormuz, incluindo a proposta de um corredor temporário de navegação e a desminagem da área.

Nesta quinta-feira (27/08), o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, chegou ao país para se reunir com Araqchi. Segundo a chancelaria catariana, eles discutem um acordo para implementar um “projeto conjunto” destinado à retirada de minas do Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, o Paquistão reage às medidas de Washington. Em entrevista coletiva em Islamabad, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês, Tahir Andrabi, afirmou que o país não considera que as medidas contra Teerã estejam em conformidade com o direito internacional. Ele também defendeu que as divergências entre Teerã e Washington sejam solucionadas por meio do diálogo.

Andrabi também rebateu informações de que o chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, teria viajado ao Irã como enviado de Washington. Ele as alegações como “enganosas e factualmente incorretas”, afirmando que a visita tem como pano de fundo o papel do Paquistão como mediador do conflito.

“A visita ressaltou o papel sincero e construtivo de Islamabad em superar as diferenças entre Washington e Teerã”, afirmou Andrabi, acrescentando que o próprio presidente iraniano valorizou os esforços de mediação paquistaneses.

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