Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022 em consequência da  guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no último dia 28 de fevereiro.

O petróleo Brent, referência internacional, chegou a subir mais de 30%, alcançando US$ 119 por barril, antes de recuar para cerca de US$ 110, após as notícias sobre uma possível liberação de reservas estratégicas, que será negociada pelos países do G7.

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Segundo o Financial Times, os ministros das Finanças do G7 devem discutir a liberação de reservas emergenciais de petróleo em uma reunião emergencial, nesta segunda-feira (09/03), coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o impacto da alta dos preços, afirmando que “os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear iraniana for eliminada”. Ele acrescentou que este é um “preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo” e que “só os tolos pensariam diferente!”.

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Segundo cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), cada aumento contínuo de 10% no preço do petróleo provoca, em média, uma elevação de 0,4% na inflação global e queda de 0,15% no crescimento econômico.

Freio na produção

A alta ocorre após os ataques neste domingo (08/03) contra a infraestrutura energética do Irã, atingindo instalações petrolíferas estratégicas na região de Teerã. Entre os alvos esteve a refinaria de Tondguyan, localizada no sul da capital, uma das principais unidades de processamento de combustíveis da área metropolitana.

Os ataques também atingiram o depósito de petróleo de Shahran, no noroeste de Teerã, um dos principais centros de armazenamento e distribuição de combustíveis que abastecem a capital iraniana.

No sábado, o presidente Masoud Pezeshkian havia proposto cessar os ataques às instalações petrolíferas dos países do Golfo, caso esses países interrompessem suas agressões.

Em comunicado, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que Casa Branca anulou a oferta de paz aos países do Golfo, o que teria consequência na alta do petróleo. “Quando os mercados reabrirem, esse custo aumentará ainda mais e será diretamente transferido aos norte-americanos comuns nas bombas de combustível”, disse.

Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril em consequência da guerra 
Amin Ahouei / Tasnim

Além dos ataques militares iranianos às instalações energéticas dos países do Golfo, incluindo Catar, Arábia Saudita e Kuwait, o Irã mantém fechado o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. Neste cenário, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram a produção diante do acúmulo de barris sem destino causado pelo bloqueio da rota marítima.

Em entrevista ao Financial Times, o ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, afirmou que todos os exportadores do Golfo poderão ser obrigados a suspender operações, o que poderia elevar o preço do petróleo para até US$ 150 por barril.

Mercados caem

A escalada da crise energética provocou forte turbulência nos mercados financeiros internacionais. Na Ásia, as bolsas registraram quedas acentuadas: o índice Nikkei 225, do Japão, fechou com queda superior a 5%; o KOSPI, da Coreia do Sul, caiu 6%; e, em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,35%.

Na Europa, o FTSE 100, em Londres, caiu cerca de 2%; o DAX, em Frankfurt, registrou queda próxima de 3%. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 recuaram 1,7% e os do Nasdaq Composite, 1,9%.