Sábado, 7 de março de 2026
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Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta terça-feira (03/03), em meio à ameaça na oferta global do combustível devido à escalada da guerra contra o Irã, iniciada pelos Estados Unidos e Israel, no último sábado (28/02).

Nesta terça-feira (03/03), o barril do Brent, referência global nos preços de petróleo, ultrapassou US$ 83,79 por barril, chegando a US$ 85,12, o maior nível desde meados de 2024. Até o momento, o aumento registrado do combustível oscila próximo a 8%. O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, também subiu 7,5%, chegando a US$ 76,54.

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O aumento dos preços correspondem aos riscos na oferta do petróleo diante das retaliações de Teerã às agressões de Washington e Tel Aviv. Nesta segunda-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica advertiu que irá atacar “qualquer navio” que tente passar pelo Estreito de Ormuz, por onde trafega um quinto do petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo.

O Irã também vem promovendo ataques às infraestruturas petrolíferas da região, levando à reação dos países do Golfo. Nos Emirados Árabes Unidos, a queda de um drone iraniano interceptado gerou um forte incêndio na zona petrolífera de Fujairah.

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O Catar, por sua vez, suspendeu a produção de gás natural liquefeito, após duas de suas instalações energéticas serem atingidas. Para evitar o mesmo destino, a Arábia Saudita fechou sua maior refinaria e o Iraque suspendeu a produção de petróleo no Curdistão.

Estreito de Ormuz entre o Irã (ao norte) e Omã
Jacques Descloitres / NASA/GSFC

Países reagem

Vários países estão tomando medidas para contornar a alta dos preços. A Indonésia anunciou o aumento das compras de petróleo dos Estados Unidos para substituir os suprimentos do Oriente Médio, responsável por cerca de 20 a 25% do combustível do país. As empresas indianas anunciaram a redução do fornecimento de gás natural para suas indústrias, após a alta de 50% do combustível nos países europeus.

A Rússia também se pronunciou, segundo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, o presidente russo Vladimir Putin “certamente fará todos os esforços para tentar aliviar a tensão”. Peskov contou que Putin passou a manhã desta terça-feira (03/03) conversando com os líderes do golfo Pérsico e garantiu que ele irá transmitir as preocupações dos líderes diante dos ataques iranianos.

A China, por sua vez, instou “todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, para evitar o aumento das tensões e salvaguardar a segurança da navegação” na região.