Preço global do petróleo sobe após Trump ameaçar ‘destruir completamente’ usinas iranianas
Petróleo Brent subiu 1,6% nesta segunda-feira (30) e pode alcançar maior ganho mensal já registrado após 1990, com aumento de 59% desde início de março
O preço do petróleo global subiu drasticamente para US$ 116 (aproximadamente R$ 607) por barril nesta segunda-feira (30/03), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar “destruir completamente” as usinas elétricas iranianas, poços de petróleo e seu centro de exportação, a Ilha Kharg, caso o Irã não concordasse com um acordo. A posição norte-americana se deu em recente entrevista ao jornal Financial Times.
O republicano também usou suas redes sociais repetindo as mesmas ameaças. “Vamos concluir nossa adorável ‘estadia’ no Irã explodindo e destruindo completamente todas as suas usinas geradoras de eletricidade, poços de petróleo e a Ilha Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que propositalmente ainda não ‘tocamos’”, escreveu na plataforma Truth Social.
O petróleo Brent, referência internacional para o recurso, subiu 1,6%. Na Europa, os mercados de ações subiram levemente, com o índice europeu Stoxx 600 subindo 0,7%. O índice de ações blue-chip FTSE 100 do Reino Unido subiu 1%, liderado pelas mineradoras Rio Tinto e Glencore. Wall Street, o S&P 500, Dow Jones e Nasdaq avançaram cerca de 0,8%.
Por sua vez, os preços do gás natural caíram levemente na Europa nesta segunda-feira. Os futuros mensais holandeses caíram 0,9%, para € 53,69 (aproximadamente R$ 322) por megawatt-hora.
Na Ásia, onde as economias são diretamente atingidas pela escassez de petróleo e gás do Golfo, os mercados de ações caíram acentuadamente antes do posicionamento de Trump. O Nikkei japonês caiu 2,8%, enquanto o Kospi sul-coreano caiu 3%. Já o índice Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,8%.
A escalada militar na região do Oriente Médio elevou os preços do petróleo a níveis históricos, com o petróleo Brent podendo alcançar seu maior ganho mensal já registrado, com um aumento de 59% desde o início de março, superando o recorde anterior de 46% em setembro de 1990.
























