Presidente do Irã acusa EUA de manterem 'mentalidade genocida' 80 anos após Hiroshima e Nagasaki
Declaração de Pezeshkian ocorre em meio à ameaça de Trump de que país será ‘atingido com força’ caso recue nas negociações
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos de manterem uma “mentalidade genocida” oito décadas após os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (08/08), data que marca a memória dos bombardeios atômicos de 1945.
“Neste aniversário dos bombardeios atômicos dos Estados Unidos contra Hiroshima e Nagasaki — um dos maiores crimes contra a humanidade —, aqueles que rejeitam esse horror também devem condenar a mesma mentalidade em Washington, que hoje ameaça aniquilar nações e destruir infraestrutura civil. Nunca mais”, afirmou Pezeshkian em sua conta na rede social X.
On this anniversary of the US atomic bombings of Hiroshima and Nagasaki-among greatest crimes against humanity-those who reject that horror must also condemn the same mentality in Washington that today threatens to wipe out nations and destroy civilian infrastructure. Never again
— Masoud Pezeshkian (@drpezeshkian) August 7, 2026
A declaração ocorre no aniversário dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, realizados pelos Estados Unidos em 6 e 9 de agosto de 1945. Segundo estimativas das autoridades japonesas, cerca de 140 mil pessoas morreram em Hiroshima e 74 mil em Nagasaki até o fim de 1945. Os números incluem vítimas que morreram posteriormente em decorrência dos ferimentos e da exposição à radiação.
Impasse no Estreito de Ormuz
A fala de Pezeshkian ocorre em meio a contundentes ameaças de Donald Trump contra Teerã. Em março deste ano, o presidente dos Estados Unidos ameaçou “obliterar” as usinas de energia do Irã, começando pela maior delas, caso o país não reabrisse completamente o Estreito de Ormuz em 48 horas.
A declaração foi feita em meio ao impasse sobre a passagem marítima, por onde circula uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.
Em meio à pressão militar e diplomática, autoridades iranianas afirmam que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto continuarem as pressões e o bloqueio marítimo impostos pelos EUA. O parlamentar Behnam Saeedi afirmou que Teerã não aceitará a presença militar norte-americana na região sem um acordo considerado equitativo e o cumprimento dos compromissos internacionais.
*Com Telesur.























